Gerente de fazenda resgata pilotos de avião que fez pouso de emergência em Trindade de trator
"Ele relatou que pensou que o acidente pudesse ser fatal, pois foi um estrondo bem forte", afirmou a major do Corpo de Bombeiros

O piloto avaliador e o piloto em avaliação, ambos de 72 anos, que estavam no avião que realizou um pouso forçado em uma propriedade rural de Trindade na manhã desta sexta-feira (10), foram resgatados de trator pelo gerente da fazenda. Segundo a Major Regiane Cavalcante, do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, o caseiro Douglas Godoy se assustou ao ver uma aeronave descendo e depois ouvir um barulho alto na região.
“Ele relatou que pensou que o acidente pudesse ser fatal, pois foi um estrondo bem forte. O caseiro, então, foi ao local, viu os sobreviventes, voltou e buscou o trator para resgatá-los”, informou a major. Segundo ela, quando os bombeiros chegaram ao local, os dois resgatados já estavam na sede da fazenda, a cerca de 3 km do local do acidente. Os homens estavam conscientes e conversavam. O examinador teve apenas escoriações, enquanto o piloto em avaliação tinha um corte no queixo e na cabeça e foi levado de helicóptero para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.
Conforme a major, a perícia deles foi fundamental para evitar uma tragédia. “Era uma região de morro, com fios de alta tensão, escolinha de futebol nos arredores e mata. Nessa situação, eles acharam um campo aberto. A experiência contou muito”, relatou ao destacar o local de difícil acesso.
Mesmo com a parada dos motores, o bimotor foi guiado para uma área de pasto, desviando de cabos de energia que estavam a menos de 50 metros do local do impacto. A manobra evitou que a aeronave atingisse obstáculos em uma região cercada por morros e vegetação fechada.
A militar reforça que a experiência foi o diferencial, apesar de nenhum deles ter passado por uma situação como essa antes. Segundo a militar, a falha ocorreu no momento em que a aeronave, de prefixo PT-RKI, iniciava os procedimentos de aproximação para o pouso. Ela já tinha baixado a 3 mil pés. Foi enfatizado que não houve falta de combustível, já que o tanque ainda possuía autonomia para cerca de três horas de voo. “Eles saíram de uma escola em Goianira e um deles estava sendo avaliado em um check de voo. Quando retornavam da avaliação, perceberam o problema”, disse a major.
Questionada se houve incêndio da aeronave, ela afirma que não, apesar de o avião ficar danificado. Segundo a militar, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já se dirige ao local da queda.
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