Goiana com leucemia pede ajuda para custear tratamento nos Estados Unidos
Tratamento pode chegar a US$ 2 milhões e é a principal esperança de Lorena

A goiana Lorena de Lelles, de 43 anos, mãe de trigêmeos, enfrenta uma corrida contra o tempo pela própria vida. Diagnosticada há três anos com Leucemia Mieloide Aguda (LMA), uma forma agressiva de câncer no sangue, ela está em estado crítico nos Estados Unidos após o hospital onde realizava tratamento informar que não há mais alternativas terapêuticas disponíveis dentro do protocolo adotado. No entanto, existe, em outra instituição, uma alternativa com alta taxa de sucesso, porém, de custo elevado. Para iniciar o novo tratamento, a família precisa desembolsar US$ 76 mil.
Até o momento, a família havia conseguido custear as despesas no Brasil e nos EUA. “Tenho três filhos e um marido que vem bancando tudo sozinho. Agora que surgiu esse tratamento com altíssima taxa de cura, precisamos de ajuda”, explica Lorena.
Atualmente, Lorena está internada em Columbus, no estado de Ohio, onde é acompanhada pelo The James Cancer Hospital, referência em oncologia. No entanto, após dois transplantes de medula óssea e a participação em dois tratamentos experimentais, a equipe médica comunicou que as opções disponíveis na instituição se esgotaram.
Lorena apresenta plaquetas em nível considerado baixo, chegando a 6 mil, ausência de células de defesa e imunidade comprometida. Nos últimos dias, ela passou a ter episódios de sangramento nasal, o que reforça a urgência do caso.
De acordo com informações divulgadas pela própria paciente e por familiares, a Leucemia Mieloide Aguda é uma doença complexa, com mais de 80 mutações genéticas diferentes, cada uma com respostas distintas aos tratamentos. No caso de Lorena, foi identificada a mutação genética rara KMT2A, que não possui tratamento disponível no Brasil.
Segundo os médicos, a única alternativa viável no momento é o tratamento no MD Anderson Cancer Center, em Houston, no Texas, considerado um dos principais centros oncológicos do mundo. A instituição conduz um estudo clínico avançado com uma medicação desenvolvida especificamente para atuar na mutação KMT2A, combinando o inibidor de Menin com outras terapias de forma personalizada.
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Custos
A admissão no novo protocolo depende do pagamento imediato de US$ 76 mil, valor necessário para a realização dos primeiros exames e para o início do tratamento. O custo total pode chegar a US$ 2 milhões, incluindo internações, medicamentos, exames e acompanhamento especializado.
A expectativa de Lorena é que, com o tratamento no MD Anderson, em cerca de um mês ela possa estar curada e de volta para casa. O prazo, no entanto, é curto. Dia 3 de fevereiro é o último dia dela no hospital onde está atualmente.
Diante da gravidade do quadro, Lorena iniciou uma campanha de arrecadação online, pedindo apoio financeiro, orações e a mobilização do maior número possível de pessoas para dar visibilidade ao caso e viabilizar o tratamento que pode representar a última chance de cura.
“Preciso de juntar o máximo de dinheiro possível para conseguir esse tratamento o quanto anos. A LMA é uma doença muito rápida. Eu não tenho tempo”, desabafou Lorena nas redes sociais.