DESPEDIDA

Goiana encontrada morta em floresta do Canadá é sepultada; prima fala em “tristeza e alívio”

Letícia Oliveira Alves desapareceu em dezembro de 2023 nos Estados Unidos. Ela foi encontrada meses depois, no Canadá, mas a família foi informada apenas neste ano

A despedida da goiana Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi um misto de tristeza e alívio, conta Honória Dietz, jornalista e prima da doutoranda em química. Os restos mortais de Letícia foram sepultados no domingo (29), no Cemitério Parque Memorial, em Goiânia, no mesmo dia em que chegou de São Paulo. 

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Letícia foi dada como desaparecida em 15 de dezembro de 2023, em Boston, nos Estados Unidos – motivo pelo qual foi incluída pela Polícia Federal (PF) na Difusão Amarela da Interpol, responsável por reunir informações de desaparecidos internacionais de 192 países.

O corpo da pesquisadora foi encontrado por caçadores em uma floresta do Canadá em 24 de abril de 2024, no final de uma galeria pluvial em Coaticook, perto da fronteira com Vermont e New Hampshire. A família, no entanto, só soube da morte no dia 26 de fevereiro desde ano. 

“Teve um bom número de pessoas. Vieram familiares que moram em outras cidades, do interior, até de outros estados. Tivemos também a presença de ex-professores dela do curso de graduação aqui da federal, colegas também da graduação, amigos da turma do basquete. Foi bem representado”, afirma Honória.

Além de amigos e pessoas próximas, a mãe e a filha de Letícia, de 12 anos, também compareceram à despedida. Professores que lecionaram durante a graduação da doutoranda em química pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA) discursaram durante o velório. 

“Os professores relataram que ela sempre foi muito focada, muito inteligente. Ficava a maior parte do tempo no laboratório. Ela entrou na faculdade com 17 anos e eles admiravam a maturidade dela”, explica a prima.

Letícia Oliveira Alves constava na Difusão Amarela da Interpol – (Foto: reprodução/redes sociais)

Desaparecimento 

Letícia constou como desaparecida na Difusão Amarela da Interpol por quase três anos. O último contato da pesquisadora ocorreu em 15 de dezembro de 2023, em Boston, nos Estados Unidos. Ela estava no país de forma ilegal, sendo que a suspeita era que ela inda estivesse no país norte-americano.

O corpo dela foi localizado em 24 de abril de 2024, no final de uma galeria pluvial em Coaticook, perto da fronteira com Vermont e New Hampshire, mas a família só foi informada no dia 26 de fevereiro deste ano. Eles conseguiram realizar o translado do corpo por conta própria.

A mulher foi reconhecida pelas roupas e objetos encontrados junto ao corpo, como um relógio e óculos. Letícia estava nos Estados Unidos em um trabalho como missionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A causa do óbito foi apontada como hipotermia.  

A pesquisadora era formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e tinha mestrado pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA), onde também estava na fase final do doutorado. 

Roupas encontradas junto ao corpo da goiana – (Foto: reprodução/redes sociais)