EDUCAÇÃO

Goiânia lidera déficit de vagas na educação infantil em Goiás; veja ranking

Levantamento aponta necessidade de R$ 1,68 bilhão para suprir demanda de vagas em creches. Só Goiânia precisaria abrir quase 500 salas

Goiânia aparece no topo do déficit de vagas na educação infantil municipal em Goiás, com 6.031 crianças de 0 a 5 anos na fila por creches e pré-escolas. Na sequência do ranking estão Aparecida de Goiânia (2.849), Santo Antônio do Descoberto (2.691), Senador Canedo (1.978) e Caldas Novas (1.091), conforme levantamento do Ministério Público de Contas de Goiás. Ao todo, 35.265 crianças aguardam vaga em creches e pré-escolas em 126 municípios goianos, segundo dados declarados pelas próprias prefeituras no Sistema Integrado de Monitoramento e Controle do Ministério da Educação (Simec). O diagnóstico integra o estudo Retrato da Educação Infantil 2025, utilizado como base técnica pelo MPC-GO.

Para zerar a fila em todo o estado, o estudo estima ser necessário um investimento de cerca de R$ 1,68 bilhão, voltado à ampliação da rede de educação infantil.

Cidades que mais precisam de vagas

  1. Goiânia – 6.031 vagas
  2. Aparecida de Goiânia – 2.849 vagas
  3. Santo Antônio do Descoberto – 2.691 vagas
  4. Senador Canedo – 1.978 vagas
  5. Caldas Novas – 1.091 vagas
  6. Catalão – 867 vagas
  7. Luziânia – 812 vagas
  8. Goianira – 640 vagas
  9. Rio Verde – 618 vagas
  10. Cidade Ocidental – 585 vagas
  11. Trindade 489
  12. Mineiros – 462 vagas
  13. Cristalina – 442 vagas
  14. Formosa – 426 vagas
  15. Chapadão do Céu – 226 vagas
  16. São Luiz do Norte – 188 vagas
  17. Niquelândia – 185 vagas
  18. Pires do Rio – 173 vagas
  19. Itaberaí – 164 vagas
  20. Inhumas – 161 vagas

Capital precisa de quase 500 salas para atender demanda

A quantidade de salas necessárias para atender a demanda varia conforme a idade das crianças, pois há limite de estudantes por turma sendo até 10 alunos para bebês de até 1 ano e 11 meses, até 15 para crianças de 2 a 3 anos e 11 meses e até 20 para as de 4 anos. Apenas em Goiânia, seriam necessárias 497 novas salas para absorver a procura existente.

A capital tem déficit de 3.037 vagas para bebês, 2.548 para a faixa de 2 a 3 anos e 446 para crianças de até 4 anos. Já em Aparecida de Goiânia, seriam exigidas 241 salas, considerando a demanda de 1.617 vagas para bebês, 961 para crianças de 2 a 3 anos e 271 para até 4 anos.

O estudo indica que a tendência é de aumento da pressão sobre a rede pública, impulsionada pelo crescimento populacional e pela urbanização, o que reforça a necessidade de planejamento e investimentos contínuos para evitar que a fila se amplie nos próximos anos.

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