SEM RESPOSTAS

Família de professor goiano morto na Argentina nega uso de drogas e cobra respostas sobre causa do óbito

Prima de Danilo diz que a família não foi informada sobre como o rapaz chegou ao hospital e nem sobre a causa da morte

A família do ex-professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Danilo Neves Pereira, que tinha 35 anos e foi encontrado morto em Buenos Aires, na Argentina, está insatisfeita com as informações fornecidas pela polícia local até aqui a respeito da tragédia. “Não recebemos nenhum resultado de autópsia, nem a causa da morte. Não temos respostas de como ele chegou ao hospital, cadê o celular dele”, diz ao Mais Goiás Ingrid Pereira, prima de Danilo.

“Não sabemos como ele chegou ao hospital, onde estão os pertences dele. O celular dele sumiu, sendo que sempre estava com bateria. A polícia de lá está muito devagar, tudo o que sabemos é pela mídia”, afirmou. Ingrid reforça que Danilo não tinha histórico com drogas. “Ele nunca usou, não gostava. Se bebia, era só um drink, nada além disso.”

Segundo ela, o pai de Danilo, que mora no Pará, está a caminho da Argentina, onde fará o reconhecimento do corpo, que ainda não foi liberado.

Professor goiano Danilo Neves Pereira (Foto: reprodução)

Seis dias desaparecido

A família também demonstra indignação com o fato de Danilo ter permanecido internado por seis dias sem ser identificado. “Como ele ficou esse tempo todo no hospital e ninguém nos avisou? Precisamos de respostas. Quem o levou até lá? Em que estado ele chegou? Por que demoraram tanto para fazer a autópsia?”, questiona.

Ingrid afirmou ainda que um homem chileno, com quem Danilo teria se encontrado no dia do desaparecimento, está detido até que os fatos sejam esclarecidos. “Como ele ficou no hospital durante seis dias e nenhum funcionário nos deu informação? Nenhum deles viu reportagem ou a divulgação da imprensa?”, questiona.

Ela ainda destacou a trajetória do primo, lembrando que ele foi um dos Jovens Embaixadores de Goiás em 2009, após se destacar entre mais de 3 mil participantes, e chegou a ser homenageado como cidadão goianiense após representar o estado em Washington.

“Ele sempre foi muito inteligente, aprendeu inglês desde pequeno com CDs e DVDs que a mãe comprava, mesmo sem condições de pagar curso. Era uma pessoa amorosa, alegre e muito amada fez vários amigos ao longo de sua carreira e tinha um futuro lindo pela frente”, disse.