Goiânia supera R$ 8 bilhões em vendas de imóveis pelo segundo ano consecutivo
Capital repete resultado bilionário de 2024, registra valorização nas vendas de imóveis e projeta alta nos preços em 2026

Goiânia fechou 2025 com R$ 8,1 bilhões em imóveis vendidos, mantendo pelo segundo ano consecutivo o volume acima da marca de R$ 8 bilhões. O desempenho representa uma variação de 2% em relação a 2024, quando as vendas somaram R$ 8,25 bi, o maior volume registrado nos últimos 15 anos, segundo levantamento da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).
Na prática, os números mostram que o setor conseguiu sustentar o ritmo de negócios mesmo com a taxa básica de juros em níveis altos, cenário que costuma frear financiamentos e reduzir a capacidade de compra.
Salto em poucos anos
Há três anos, o mercado operava em outro cenário. Em 2021, as vendas somaram R$ 5,4 bilhões. Em 2022, chegaram a R$ 5,7 bilhões. De lá para cá, o crescimento foi de aproximadamente 50%, até atingir a faixa dos R$ 8 bilhões anuais. Para especialistas do setor, o avanço indica uma base de compradores mais sólida e diversificada, incluindo tanto famílias em busca da casa própria quanto investidores.
Em 2025, o volume financeiro de lançamentos chegou a R$ 8,9 bilhões, uma queda de 6% em relação ao ano anterior. A redução foi considerada leve e não comprometeu o desempenho geral.
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A avaliação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de que Goiânia apresenta estabilidade e capacidade de absorver novos projetos mesmo fora do eixo tradicional das grandes capitais do Sudeste..
Estoque e foco no Minha Casa Minha Vida
O estoque de unidades residenciais em Goiânia encerrou o ano em 12.067 imóveis disponíveis. O crescimento em relação a 2024 foi puxado principalmente pelo aumento de unidades enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida, que tiveram acréscimo de 1.500 moradias.
Ainda assim, os imóveis do programa representam menos de 22% do estoque total da capital, um percentual abaixo da média nacional.
A expectativa do setor é que a demanda por unidades do programa cresça em 2026, impulsionada pela meta do governo federal de ampliar contratações.
Financiamento e efeito dos juros
Mesmo com a Selic elevada, o crédito imobiliário manteve taxas médias em torno de 11,5% ao ano. Como a valorização superou esse percentual em 2025, quem comprou imóvel financiado registrou ganho patrimonial acima do custo do empréstimo. Estudos da CBIC indicam que, a cada redução de 0,25 ponto percentual nos juros, cerca de 215 mil famílias passam a ter condições de financiar um imóvel no país.