Goiás e Vila

Justiça mantém prisão de suspeitos por morte de adolescente em briga de torcidas em Goiânia

Confusão entre torcedores do Goiás e do Vila Nova terminou com jovem de 17 anos morto a tiros

Os cinco suspeitos presos após a morte de Rodrigo Cavalcante Araújo, de 17 anos, durante uma briga entre torcidas organizadas, em Goiânia, vão permanecer detidos. A decisão foi tomada na terça-feira (24) pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, durante audiência de custódia, que converteu as prisões em flagrante em preventivas. Com isso, eles seguem no sistema prisional por tempo indeterminado. O homicídio foi registrado na noite do último domingo (22), no Setor Antônio Carlos Pires.

A confusão envolveu torcedores do Vila Nova e do Goiás. Rodrigo foi atingido por um disparo de arma de fogo e morreu no local. Outro jovem também foi baleado, mas sobreviveu.

A decisão mantém presos A.F.O., de 28 anos; A.A.S., de 18; A.L.F.S., de 27; J.A.R., de 26; e M.V.R.D., 18. Todos foram presos pela Polícia Militar na segunda-feira (23). De acordo com a apuração, o grupo foi localizado após a o carro utilizado no crime ser identificado. O proprietário do veículo confessou ter feito os disparos e indicou os demais envolvidos, que foram presos no mesmo dia.

Tornozeleira desligada

Ainda segundo as investigações, os suspeitos já tinham antecedentes por envolvimento em brigas de torcidas organizadas e um dos envolvidos utilizava tornozeleira eletrônica, mas o equipamento estava desligado no momento da briga.

Na decisão, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara considerou que não houve irregularidades na prisão em flagrante e que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. Segundo ele, a manutenção da prisão é necessária diante da gravidade do caso.

Briga de torcidas x ordem pública

O magistrado destacou que o crime envolveu o uso de arma de fogo, com disparos em via pública, além de indícios da participação de menores de idade. Para a Justiça, esses elementos indicam risco concreto à ordem pública caso os suspeitos fossem liberados.

Ainda de acordo com a decisão, medidas alternativas à prisão, como monitoramento ou restrições, não seriam suficientes para conter a periculosidade do grupo. Por isso, o pedido de liberdade provisória foi negado.

Prisão mantida

Os cinco suspeitos foram levados para audiência na 3ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida, em Goiânia. Parte dos advogados participou por videoconferência, enquanto o juiz, os presos e outros defensores estiveram presencialmente.

Com a decisão, a Justiça determinou a expedição dos mandados de prisão preventiva. O inquérito policial deve ser concluído em até 10 dias e, em seguida, encaminhado ao Ministério Público.