APURAÇÃO

Vice-presidente da Agehab é um dos investigados em operação do MP que apura desvio de recursos

A operação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratações de construtoras realizadas pela Agehab

O vice-presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Wendel Garcia, está entre os investigados na Operação Confrades, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) pelo Ministério Público. A operação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratações de construtoras realizadas pela Agehab com uso de verbas do Fundo Protege Goiás.

Segundo o MPGO, dois integrantes do corpo gestor da Agehab, responsáveis diretos pela contratação de empresas, são alvos da apuração. O Mais Goiás apurou que o vice-presidente da agência é um deles. Wendel Garcia possui formação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e em Direito pela Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica). Ele está no referido cargo desde 2023. A reportagem tenta falar com Wendel.

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Na manhã desta quarta-feira (18/3), foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades de Goiânia e Anápolis. Empresários e uma construtora supostamente beneficiados também foram alvo das ações. Além disso, houve diligências na própria sede da Agência Goiana de Habitação.

Investigação

De acordo com a investigação, há indícios de irregularidades na seleção de projetos de engenharia, bem como na celebração e execução de contratos ligados à construção de unidades habitacionais do programa “Pra Ter Onde Morar”. O Ministério Público destaca que as possíveis irregularidades não estão relacionadas à finalidade do programa, mas à conduta de agentes públicos envolvidos nas contratações.

A promotoria aponta ainda suspeitas de reajustes contratuais ilícitos, flexibilização indevida de normas previstas em editais, realização de pagamentos irregulares e possível interferência em setores técnicos da agência para favorecer empresários e construtoras.

Em nota, a Agência informou que foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, sob pedido do MPGO. “A operação não tem relação com a gestão e nem prejudica os programas da Agehab, conforme esclareceu o próprio MP em nota. A Agehab colabora, prestando todas as informações à Justiça, e todos os autos e processos eletrônicos relacionados foram devidamente acessados e registrados. Os servidores envolvidos foram demitidos. A Agehab busca colaborar e esclarecer para toda sociedade”.

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