COMBINAÇÃO DIFERENTE

‘Goianos choram’: pamonha recheada com tanajura viraliza e divide opiniões

Vídeo que mostra parte do processo de produção do alimento já ultrapassa 5 milhões de visualizações

A ideia de incluir a tanajura, um alimento normalmente consumido frito e puro, como recheio de pamonha gerou repercussão nas redes sociais e dividiu opiniões. A vendedora Carla Maisa, 32, inovou na combinação e viu o produto viralizar. Segundo ela, a inspiração surgiu com o período de transição entre chuva e sol no Nordeste, principalmente na Zona da Mata Sul de Alagoas, época em que o inseto aparece com mais frequência.

Um vídeo que mostra parte do processo de produção do alimento já ultrapassa 5 milhões de visualizações. “Os goianos choram”, diz uma mulher nos comentários. “Deu o que falar, deu muitas visualizações. Eu não esperava”, contou Carla ao Mais Goiás. (Assista ao vídeo no final)

Proprietárias da pamonharia “Mãe e Filha”, Carla e a mãe, Maria do Carmo, de 52 anos, comandam o estabelecimento em Novo Lino, no interior de Alagoas, desde 2018. A iniciativa surgiu em meio a dificuldades financeiras e, desde então, se mantém com a produção e venda de derivados do milho, como pamonhas e canjicas.

Na região, a tanajura costuma surgir em grande quantidade em determinados períodos do ano, geralmente após chuvas seguidas de sol. Nesses momentos, elas saem dos formigueiros em enxurradas, o que mobiliza moradores, principalmente no interior, que aproveitam para coletá-las. A prática é comum e, para muitos, também é um momento de lazer. O consumo tradicional é simples: retira-se as asas e o inseto é frito, geralmente na manteiga ou no óleo.

Modo de preparo

Para a receita, o preparo começa com a massa tradicional de pamonha. A tanajura é frita com um pouco de sal, sem outros temperos, e depois misturada à massa. Em seguida, o preparo é enrolado na palha e levado ao cozimento. Segundo a vendedora, o inseto não perde a textura e não fica mole após o preparo.

Além da versão com tanajura, o cardápio da pamonharia inclui sabores tradicionais, como pamonha doce com coco, doce de leite e Romeu e Julieta, além de opções salgadas, como queijo coalho e charque. As receitas seguem o estilo típico da região, com preparo artesanal.

A pamonha tradicional é vendida por R$ 8, enquanto a versão com tanajura custa R$ 15, sendo atualmente a mais cara do cardápio. Ainda assim, de acordo com Carla, é também uma das mais procuradas desde o lançamento.

A novidade gerou grande engajamento nas redes sociais, com milhares de interações e até críticas. “Acho que tudo na vida tem que ter um limite”, diz um comentário. “Conseguiu estragar a tanajura e a pamonha”, afirma outro. Já um terceiro opina: “Vai ficar bom não, vai ficar ótimo, eu amo tanajura e também amo pamonha. Se eu morasse na sua cidade eu compraria com toda certeza”.