LIBERADO

Homem que confessou morte da companheira por asfixia em Aparecida foi solto, diz parente da vítima

Wender Paulo Rodrigues dos Santos foi preso na manhã de domingo, em Inhumas

Wender Paulo Rodrigues dos Santos, de 31 anos, suspeito de matar Regiane Dias Lemes asfixiada no Jardim Tropical, em Aparecida de Goiânia, na última sexta (26), foi solto nesta segunda-feira (29). A informação foi confirmada por uma familiar da vítima, que preferiu não se identificar por medo.

O homem foi preso na manhã de domingo (28), em Inhumas, na casa de familiares. Ele é suspeito de matar a vítima por asfixia. Quando detido, segundo a Polícia Militar, ele confessou que discutiu com Regiane, de quem era primo, e que cometeu o crime.

Além disso, o homem também disse que, após o crime, vendeu uma Biz da vítima por R$ 100. O suspeito de comprar o veículo também foi localizado e preso.

O Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa de Wender. O espaço segue aberto.

Caso

Regiane foi encontrada morta na residência em que morava, no Jardim Tropical, em Aparecida, no último dia 26 de maio. Na data que ela foi localizada, a família disse que a vítima teria sido morta por asfixia. O companheiro foi apontado como o principal suspeito do crime já naquele momento.

De acordo com uma prima de Regiane, a vítima e o suspeito são primos de 2º grau e moravam juntos há cerca de sete meses. Segundo ela, o homem é viciado em drogas, possui histórico de violência contra uma ex-companheira e tem passagens criminais.

No dia 24 de maio, o autor deixou uma carta de despedida pedindo perdão e salvação a Deus em razão do vício em drogas. Dois dias depois, Regiane foi encontrada morta na casa em que morava. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (26), mas o corpo só foi encontrado por volta das 21h do mesmo dia.

“A gente acredita que ele usou drogas e asfixiou minha prima. A família sofre muito porque não ter velório, pois o corpo já estava em avançado estado de decomposição. A Regiane tentava tirá-lo do vício. Ela fazia isso por amor. Pela carta, a gente imagina que ela terminou o relacionamento. Ele não deve ter aceitado, se drogou e fez o que fez”, afirmou.