MÃE SOLO

Mais de 1,6 mil recém-nascidos foram registrados sem nome do pai em Goiás neste ano

Mais de 1,6 mil recém-nascidos foram registrados sem o nome do pai nos cartórios de…

Mais de 1,6 mil recém-nascidos foram registrados sem o nome do pai nos cartórios de Goiás de janeiro a abril de 2022, de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). O número representa 6,29% do total de crianças nascidas no Estado durante o período.

De acordo com o levantamento, em 2020, nasceram 27,7 mil crianças em território goiano. Dessas, 5,72% foram registradas apenas com o nome da mãe. No ano seguinte, esse percentual teve um leve aumento e passou para 5,85%.

Os dados divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) apontam que há crescimento no número de filhos de mães solo desde 2020 no Brasil. No Brasil, 56,9 mil crianças não têm nome paterno na certidão de nascimento em 2022. Esse é o maior número desde 2018.

Nascimentos diminuíram

O estudo mostra ainda que houve uma queda de nascimentos entre 2021 e 2022. Nos primeiros quatro meses do ano de 2021, 27.767 crianças nasceram em Goiás. No mesmo período em 2022, o número caiu para 25.977, cerca de 1.790 crianças a menos.

Dados do Brasil

Em relação ao Brasil, foram registrados 51,1 mil recém-nascidos somente como o nome materno em 2018. Esse número subiu para 56,3 mil em 2019 e sofreu uma queda em 2020, com 52,1 mil registros. Em 2021, voltou a subir e alcançou 53,9 mil crianças com pais ausentes.

Para os pais que queiram reconhecer os filhos após o registro já confeccionado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que a mãe comunique no cartório a solicitação de reconhecimento. A criança e o pai passaram por um processo de investigação de paternidade e após os resultados, recebe a autorização para adicionar o nome paterno nos documentos.

*Jeice Oliveira compõe programa de estágio do Mais Goiás sob supervisão de Alexandre Bittencourt