LOCAIS DE CRIMES

Mais de 30 mocós foram demolidos em Goiânia em 2025

Imóveis abandonados eram usados por criminosos e comprometiam a segurança na região

Em 2025, o processo de demolição de imóveis abandonados em Goiânia resultou em 34 mocós destruídos. De acordo com a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), os locais eram, muitas vezes, usados para crimes e uso de droga, comprometendo a segurança das regiões. “Quando encontramos áreas que estão totalmente perdidas e condenadas, nós as derrubamos. Estamos demolindo essas estruturas abandonadas que só servem para atrair tráfico, violência e confusão. Não há como reformar ou recuperar, então vamos eliminar esses focos e devolver a cidade para os cidadãos de bem”, explica o prefeito Sandro Mabel.

A proposta é evitar ocupações irregulares em espaços públicos e assegurar o cumprimento da legislação vigente.ações de demolição têm o apoio da Defesa Civil, das secretarias municipais de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e de Engenharia de Trânsito (SET) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

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Espaço abandonado há mais de 10 anos foi destruído

Em outubro de 2025, a Prefeitura demoliu um espaço localizado na Vila Santa Tereza, que ficava nos fundos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Recanto Infantil e estava abandonado há mais de 10 anos. O local era utilizado por criminosos e para tráfico de drogas, comprometendo a segurança da unidade escolar e da região. O CMEI Recanto Infantil atende 90 crianças e, segundo a direção, a unidade escolar foi invadida por criminosos diversas vezes. Foram levados televisores, brinquedos e outros equipamentos, além de registros de arrombamentos e incêndios.

Uma das principais ações ocorreu na Avenida Independência com a Rua 68, em frente à Praça do Trabalhador, onde um banheiro público abandonado era usado como mocó. Segundo o comandante da GCM, Gustavo Toledo, a retirada de estruturas sem função social é fundamental para aumentar a segurança da população. “Esse banheiro não tinha mais serventia pública e era usado para a prática de crimes. Ao demolir espaços assim, eliminamos locais que servem de esconderijo e devolvemos visibilidade às forças de segurança, o que traz mais proteção à sociedade”, explicou.