‘Memória do meu pai exige justiça’, diz filha do idoso morto pelo ex-genro em Goiânia
“Meu pai não morreu por acaso”, escreveu Kennia. “Ele foi tirado de nós de forma cruel, injusta e covarde. Desde aquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma

Poucas horas depois do início do julgamento do ex-servidor público Felipe Gabriel Jardim, que assassinou o ex-sogro João do Rosário Leão, 63, em uma farmácia do setor Bueno (em Goiânia), a farmacêutica Kennia Yanka Leão, que é a filha da vítima e que havia rompido um namoro com Felipe dias antes do crime, publicou uma mensagem emocionada nas redes sociais. Por volta das 14h desta segunda-feira (19), ela cobrou justiça para honrar a memória do pai.
“Meu pai não morreu por acaso”, escreveu Kennia. “Ele foi tirado de nós de forma cruel, injusta e covarde. Desde aquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma. Ficou um vazio que nada preenche, uma saudade que dói todos os dias”.
Kennia afirma que a dor de perder um pai é inexplicável, e que ela precisa lidar com o desafio de aprender a viver sem o abraço, o conselho e a presença de João do Rosário Leão. “Mas além da dor, existe a indignação. Existe a revolta de saber que alguém achou que tinha o direito de tirar uma vida, de destruir uma família”.
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A filha de João diz que o clamor é por justiça, não por vingança. “Que o crime não seja esquecido, que o silêncio não proteja quem fez o mal, que a impunidade não vença. Justiça é o mínimo que a minha família merece. Justiça é o que honra a memória do meu pai”.
A mensagem termina com um apelo para que Felipe Gabriel responda pelo crime que cometeu no dia 27 de junho de 2022. “Que a lei cumpra o seu papel e mostre que uma vida importa, que meu pai importa, que nossa dor importa. A memória o meu pai exige verdade, exige respeito e exige justiça.
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