Ameaça Mundial

Motoristas formam filas em posto de combustíveis em Maurilândia após relatos de possível falta de gasolina

Sindiposto afirma que não há necessidade de estocar combustível e que há prática, além de proibida é considerada perigosa

Moradores da cidade de Maurilândia, a 248km de Goiânia, no sudoeste de Goiás, relataram filas de carros no único posto de combustível do município na tarde deste sábado (07/03). De acordo com uma moradora, motoristas estariam tentando abastecer após relatos de que a gasolina disponível seria apenas a que ainda está armazenada no local e que, após o término do estoque, um novo carregamento poderia levar até 40 dias para chegar.

Apesar dos relatos de filas e preocupação entre moradores, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto) informou que, até o momento, não há registro de postos sem combustível no estado.

Segundo o sindicato, Maurilândia possui quatro postos cadastrados, mas três deles estão fechados há algum tempo. O posto que permanece em funcionamento, de acordo com a entidade, tem produtos disponíveis e não apresentou falta de combustível até momento.

Procurado, o prefeito do município, Wanderval Martins, afirmou que soube, na data de hoje, sobre a preocupação da população e que o proprietário do posto relatou que o problema estaria relacionado a “crise mundial de guerra”, o que estaria afetando a distribuição.

Dificuldade de abastecimento

O Sindiposto explicou que o que pode estar ocorrendo é dificuldade de abastecimento para empresas classificadas como TRR (Transportador-Revendedor-Retalhista), responsáveis por entregar combustível diretamente a grandes consumidores, como fazendas com tanques próprios, indústrias e empresas de transporte.

Como essas empresas não possuem contratos fixos com companhias distribuidoras, elas costumam comprar combustível onde o preço está mais baixo. No atual cenário, segundo o sindicato, as distribuidoras estão priorizando os postos que possuem contratos formais de fornecimento.

A entidade também informou que algumas distribuidoras têm realizado entregas de forma parcial ou com atraso, o que pode gerar dificuldades pontuais de abastecimento para alguns postos. Outro fator citado é o aumento no preço do diesel nas distribuidoras, que deve impactar o valor final ao consumidor.

Segundo o sindicato, não há necessidade de estocar combustível, prática que é proibida e também considerada perigosa.