DETIDA

Mulher alterada com criança no colo é detida após desacatar guardas em Goiânia

Populares acionaram a Guarda Civil ao ver a situação da suspeita em um bar no Urias Magalhães

Uma cena chamou a atenção de populares que decidiram acionar a Guarda Civil Metropolitana (GCM) em Goiânia. Na noite de segunda-feira (26), eles viram uma mulher alterada em um bar, aparentemente embriagada, com uma criança de dois anos no colo. A situação despertou a preocupação de quem passava e cidadãos conseguiram encontrar uma viatura da 7ª Regional em policiamento nas proximidades do Ciams Urias Magalhães, perto do local.

Os guardas foram até o local e confirmaram a situação da mulher e a presença da criança apenas de fralda descartável por volta das 22h30. Antes da abordagem, eles já acionaram o Conselho Tutelar da região para prestar apoio. Quando os agentes tentaram falar com a suspeita, ela reagiu de forma agressiva e começou a desacatar e desobedecer às ordens da equipe. Ela precisou ser algemada.

Na viatura, a mulher continuou a cantar a música alta que se ouvia do bar. Em seguida, começou a pedir a arma de um dos guardas. “Me dá essa pistola aí.” Nesse momento, ela também xingou os agentes e disse outras falas sem sentido. “Você fez uso de drogas hoje”, questionou um dos GCMs. “Não, porque você não está deixando”, respondeu rápido. Pouco depois, ela disse que fumou um “brown”. A mulher tinha um ferimento no rosto que teria sido autoprovocado.

Ela foi levada para a Central Geral de Flagrantes. No local, o Conselho Tutelar realizou os procedimentos necessários e encaminhou a criança aos avós. O pai, vale destacar, estava impossibilitado por estar sob monitoramento eletrônico (tornozeleira), além de não apresentar condições, conforme a GCM.

O motivo do uso de tornozeleira eletrônica do homem não foi divulgado. A mulher também possui registros policiais (não revelados) e foi autuada por desacato, desobediência, resistência e por infração ao artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento.”

A mulher foi identificada apenas como Amanda. O Mais Goiás não conseguiu localizar a defesa, mas mantém o espaço aberto, caso haja interesse.