Mulher é investigada por espalhar panfletos com falsas acusações contra atual do ex-marido em Quirinópolis
Polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e escritório da investigada. Celulares e computadores foram apreendidos

Uma mulher é a principal suspeita de espalhar panfletos com informações íntimas e falsas acusações de prostituição em Quirinópolis, no interior de Goiás. A vítima é a atual companheira do ex-marido da investigada, que foi alvo de uma operação deflagrada na última sexta-feira (20), que cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no escritório dela.
A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal de Quirinópolis (8ª DRP). A investigada, que não teve a identidade divulgada, é suspeita de cometer crimes de perseguição, difamação e falsa identidade contra o ex-marido e a atual companheira dele.
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Segundo a polícia, durante as investigações foi comprovado que a mulher utilizou um veículo de propriedade do irmão para se deslocar até Quirinópolis. No trajeto e já na cidade, ela teria distribuído panfletos em banheiros masculinos, mercados, comércios e nas proximidades da residência da vítima, com o objetivo de difamá-la no município onde mora.
Os panfletos continham dados pessoais da atual companheira de seu ex-marido e afirmavam falsamente que ela se prostituía. Após a distribuição do material, a mulher passou a receber diversas mensagens de cunho sexual, situação que, conforme a apuração, causou temor e exposição.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a investigada estaciona o veículo em um posto de combustível para abastecer. Em seguida, ela coloca uma grande quantidade de panfletos na bolsa, entra no banheiro masculino, deixa o material e depois retorna ao carro. As gravações também mostram a autora conduzindo o veículo pelas ruas e comércios onde os materiais foram localizados mais tarde.
Durante a operação, dispositivos eletrônicos como celulares e computadores foram apreendidos e serão analisados pela Polícia Civil como parte do inquérito que apura os crimes de perseguição, difamação e falsa identidade.
Tipificação
O crime de perseguição, conhecido como stalking, passou a ser tipificado no Brasil em 2021 e pode ocorrer tanto no ambiente físico quanto no virtual. A prática consiste em perseguir alguém de forma reiterada, ameaçando a integridade física ou psicológica da vítima, restringindo sua liberdade ou invadindo sua privacidade.
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Em casos que envolvem o uso de meios digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagens e divulgação de informações pessoais, a conduta pode se enquadrar também como crime cibernético.
Além do stalking, a divulgação de dados pessoais com o objetivo de constranger ou prejudicar alguém pode configurar outros delitos, como difamação e falsa identidade. A legislação prevê pena de reclusão e multa, com agravantes quando o crime é praticado contra mulher ou envolve exposição pública e constrangimento reiterado.