Passagem de ônibus no Entorno do DF fica mais caras a partir desta segunda (23/2); confira valores
Reajuste é de 2,5% e afeta todo o transporte semiurbano que conecta municípios goianos ao Distrito Federal

Os usuários do transporte coletivo da região do Entorno do Distrito Federal (DF) passam a pagar mais caro pela passagem de ônibus a partir desta segunda-feira (23/2). O reajuste é de 2,5% e afeta todo o transporte semiurbano que conecta municípios goianos ao DF. Dependendo do trajeto, o valor do bilhete pode chegar a R$ 12,35.
A mudança foi aprovada em 12 de fevereiro pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A formação do preço tem como base a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e do preço do óleo diesel. Segundo a agência, a medida busca assegurar a continuidade e a adequada prestação do serviço aos usuários da região.
SAIBA MAIS:
- Novo Terminal Praça da Bíblia marca reestruturação do transporte coletivo em Goiânia | Mais Goiás
- Vídeo: Motorista do transporte coletivo ameaça provocar acidente “pra matar 50″ passageiros”, em Goiânia
Com o novo reajuste, em Águas Lindas, a tarifa passou para R$ 11,43. Em Cidade Ocidental, os valores variam entre R$ 6,10 e R$ 10,25, a depender do trecho. Já em Luziânia, o preço do bilhete oscila entre R$ 10,97 e R$ 12,35. Em Planaltina, a passagem foi fixada em R$ 11,63. No caso de Valparaíso, as tarifas variam de R$ 5,18 a R$ 9,39.
Esta é a segunda atualização tarifária em menos de seis meses. O último reajuste, de 2,9%, entrou em vigor em 23 de setembro de 2025. Ao comentar o assunto, o Executivo goiano afirmou ser contrário ao aumento que tende a afetar cerca de 380 mil passageiros que se deslocam diariamente ao DF.

A gestão encabeçada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD) critica a ausência de participação financeira da União no custeio do sistema, o que obriga, segundo o governo estadual, Goiás e o DF a “arcarem sozinhos” com os custos e responsabilidades, embora a União seja “responsável pela regulação do sistema” de transporte.
“O Governo de Goiás defende a formação de um consórcio com participação federativa equilibrada, capaz de subsidiar tarifas e promover melhorias no sistema, nos moldes do que já ocorre na Região Metropolitana de Goiânia”, diz um trecho da nota enviada à imprensa.
A formação de um consórcio para tratar o problema é defendida há anos pelas autoridades ligadas a ambos os governos. Em setembro de 2024, durante passagem do presidente Lula (PT) por Goiás, o então governador em exercício, Daniel Vilela (MDB), cobrou publicamente o gestor sobre o assunto.
LEIA AINDA:
- Governo de Goiás transforma o transporte coletivo da Região Metropolitana | Mais Goiás
- Atraso salarial gera protestos de motoristas do transporte coletivo em Goiânia
“O povo do Entorno de Brasília vive uma situação dramática do ponto de vista do transporte. Quem determina e executa o serviço do transporte coletivo na região é a ANTT, uma agência que não tem como finalidade a execução das políticas públicas, e sim a regulação e a fiscalização”, disse à época.
O trabalho conjunto por meio de consórcio chegou a ser anunciado em fevereiro de 2025, estabelecendo responsabilidades específicas na gestão do transporte público semiurbano que trafega entre os municípios goianos e a capital federal. Depois de um ano, porém, o consórcio ainda não demonstrou resultados práticos quando o assunto é por fim à política de elevação de preços.

Sem recomposição
Ao defender a necessidade de recomposição dos preços, a ANTT destacou que o sistema passou por um período prolongado sem recomposição tarifária adequada, especialmente durante a vigência do convênio de delegação ao Governo do Distrito Federal. “Quando a ANTT reassumiu a gestão do serviço, em 2023, encontrou um sistema operando com tarifas defasadas e pressionado pelo aumento de custos acumulados ao longo dos anos”, explicou.
“Desde então, a Agência vem atuando para recompor gradualmente o equilíbrio contratual, sempre com base técnica, diálogo institucional e foco na continuidade do serviço para a população que depende do transporte diariamente”, arrematou a Agência.