Perseguição de ônibus na BR-060 termina com disparos nos pneus e motorista detido em Acreúna
Condutor apresentava sinais de alteração psicomotora e colocou em risco a vida de passageiros

A Polícia Militar (PM) de Goiás precisou atirar contra os pneus de um ônibus após persegui-lo por cerca de 15 quilômetros na BR-060, próximo a Acreúna, na madrugada de domingo (19). Conforme a corporação, o veículo transportava 50 passageiros, inclusive três crianças, sendo um bebê de colo, além de mulheres e idosos. Ele seguia de Brasília para Mineiros.
Ainda segundo a corporação, o motorista dirigia em alta velocidade, fazia zigue-zague e realizava manobras perigosas. Em determinado momento, o motorista teria jogado o ônibus contra a viatura policial. Como ele se recusava a parar, os policiais militares efetuaram disparos nos pneus do veículo para interromper a trajetória.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Ele também realizou o teste do bafômetro, que não apontou consumo de álcool, apesar de apresentar “sinais claros de alteração psicomotora”, relatou a PMGO. A corporação informou, também, que os passageiros estavam visivelmente abalados. Eles foram acolhidos e assistidos pelas equipes no local.
Ninguém se feriu durante a ação. O suspeito, identificado como Silvânio Pereira de Lima, foi levado para atendimento médico e, posteriormente, à delegacia para providências legais. O Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa do homem, mas mantém o espaço aberto, caso haja interesse.
Motorista apresentava comportamento anormal, disse auxiliar
Aos policiais, o motorista auxiliar disse que Silvânio apresentava comportamento anormal desde o começo da viagem, chegando ao local em condições inadequadas. Ele afirmou, ainda, que tentou assumir várias vezes a direção, mas não teve sucesso.
Homologada a prisão em flagrante na audiência de custódia, o juiz Thomas Nicolau Oliveira Heck autorizou a liberdade provisória mediante as seguintes medidas cautelares: obrigação de manter o endereço atualizado nos autos; não cometer novo fato criminoso; e pagamento de fiança no valor de R$ 1,6 mil. Constava, às 18h, no site do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que ele ainda não havia sido solto.