PREDADOR VIRTUAL

Predador virtual: homem preso pela PF em Jataí fingia ser adolescente para aliciar crianças

O indivíduo obtinha imagens íntimas e depois ameaçava divulgar

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Predador Virtual, que visa cumprimento de mandado de prisão preventiva e mandado de busca e apreensão, nesta quarta-feira (21/01). O suspeito foi preso em Chapadão do Céu, mas os crimes foram cometidos em Jataí. O objetivo é combater os crimes de estupro, aliciamento de crianças, produção e armazenamento de material de abuso sexual infanto juvenil, além de perseguição (stalking) e violência psicológica contra menores de idade.

Segundo as investigações, o suspeito, de 28 anos, usava múltiplas redes sociais e se passava por um adolescente para se aproximar de suas vítimas. Entre os aplicativos usados, estão o TikTok, Instagram, Telegram e WhatsApp. O indivíduo obtinha imagens íntimas e depois ameaçava divulgar as imagens caso a vítima não tivesse relações com ele.

A equipe chegou até o indivíduo por meio do Conselho Tutelar. O suspeito filmava os abusos que ele mantinha com as crianças e adolescentes, mas ainda não há informações se ele vendia o conteúdo ou se apenas armazenava.

Durante as buscas, foram apreendidas as mídias de armazenamento, que serão submetido a exame pericial para identificação de outras possíveis vítimas e obtenção de elementos complementares de prova.

Mulher entrega celular da filha à Polícia e denuncia que criança foi vítima de estupro virtual

Uma mulher entregou o celular da filha de 10 anos à Polícia Civil de Goiás e denunciou que a menina estava sendo vítima de estupro virtual. Segundo as investigações, o criminoso se passava por adolescente para enganar a criança. O homem acabou preso.

A prisão aconteceu durante a Operação Sombra Digital e contou com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais. Ao Mais Goiás, o delegado Matheus Dutra, do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic), afirmou que a mãe percebeu conversas suspeitas nos aplicativos usados pela filha e procurou a delegacia. “Ela identificou diálogos estranhos no celular da criança e apresentou o aparelho para que pudéssemos fazer a análise”, explicou.

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