PF mira esquema ilegal de remédios para emagrecer em Goiás e 11 estados
Corporação tem como foco quadrilhas especializadas no mercado clandestino de canetas emagrecedoras

Goiás e outros 11 Estados entraram na mira da Polícia Federal (PF), que desencadeou operação para conter um esquema ilegal de remédios para emagrecer. A intenção é reprimir a entrada irregular no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados à perda de peso, como as chamadas canetas emagrecedoras.
Batizada de Heavy Pen (do inglês, caneta pesada), a ação conta com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com foco quadrilhas envolvidas em toda a cadeia de distribuição e comercialização de produtos. Entre os princípios ativos mais explorados estão a semaglutida e a tirzepatida, amplamente utilizados em medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.
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Mandados cumpridos
Agentes foram às ruas nesta terça-feira (7) com o objetivo de cumprir 45 mandados de busca e apreensão em 12 Estados: Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Amapá e Santa Catarina.
Os investigadores também cumpriram 24 ações de fiscalização em estabelecimentos ligados à venda de medicamentos, como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.
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Canetas emagrecedoras
Segundo a Anvisa, o Brasil importou mais de 130 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida nos últimos seis meses. O volume é suficiente para a produção de cerca de 25 milhões de doses de canetas manipuladas no país.
Com isso, a Anvisa quer endurecer as regras para a manipulação. Uma atualização da norma que permite a produção do medicamento em farmácias de manipulação vai ser revista. A previsão é de que seja divulgado no dia 15 de abril.