CRÍTICAS

Poda de árvore sete-copas gera reclamações de comerciantes em Goiânia: ‘Depenada’

"Uma castanheira saudável foi completamente depenada no local onde ela poderia crescer e, onde tinha que ser tirado, não retiraram"

Comerciantes e moradores demonstraram indignação, nesta segunda-feira (20), com a poda de uma árvore da espécie sete-copas no Jardim América, em Goiânia. A intervenção, ocorrida no fim de semana, deixou o tronco praticamente sem folhagem, além de acumular resíduos na calçada, o que dificulta o funcionamento de estabelecimentos no entorno durante a manhã.

“Depois de pegar fogo, uma castanheira saudável foi completamente depenada no local onde ela poderia crescer e, onde tinha que ser tirado, não retiraram”, lamentou o proprietário de uma lanchonete próxima ao local, Victor Melo, em vídeo enviado ao Mais Goiás. Ele continuou: “Foi um absurdo, depenaram, acabaram com a árvore. Essa árvore vai morrer. Acabaram com a nossa sombra. Que tristeza, que tristeza, que tristeza… Não tiraram da parte que realmente necessitava, que era a que fica no rumo do fio.” Ainda segundo ele, “a árvore era ninho de pelo menos uns quatro casais de araras e uns três de periquito”.

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Em nota, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) informou que, “caso seja constatada a presença de fauna silvestre durante os serviços, a concessionária deverá comunicar imediatamente à Gerência de Fauna para adoção de medidas de proteção, resgate e manejo adequadas. A Agência reforça que toda intervenção deve observar integralmente a legislação ambiental vigente, sob pena de responsabilização”.

Já a Equatorial Goiás informou que o serviço de livramento de rede foi realizado no domingo (19), com o objetivo de evitar riscos de interrupção no fornecimento de energia. A concessionária disse, ainda, que a recolha dos resíduos seria feita ainda nesta segunda-feira e a intervenção seguiu manual elaborado em conjunto com órgãos ambientais. Segundo a empresa, a poda não pode ser feita de forma unilateral porque o corte em apenas um lado da árvore compromete seu equilíbrio e estabilidade.

Sobre a fiação exposta durante o serviço, a Equatorial esclareceu que os cabos são de telecomunicações e que a responsabilidade pela manutenção é das empresas detentoras dessas estruturas. Em relação à fauna, a distribuidora informou que não foi constatada a presença de ninhos ou animais no momento da execução.

Nota da Equatorial:

“A Equatorial Goiás informa que o serviço de livramento de rede mencionado foi realizado no domingo (19), com o objetivo de evitar riscos de interrupção no fornecimento de energia e garantir a segurança da população. A companhia salienta que a recolha dos materiais será feita ainda nesta segunda-feira (20).*

A concessionária reforça ainda que o serviço foi realizado conforme o manual desenvolvido em conjunto com os órgãos ambientais, que estabelece critérios técnicos para garantir a segurança da rede elétrica e a preservação ambiental. Por esse motivo, a intervenção não pode ser feita de forma unilateral, pois a poda em apenas um lado da árvore pode comprometer seu equilíbrio e estabilidade.

Em relação à fauna, a distribuidora ressalta que segue rigorosamente os procedimentos estabelecidos, com acionamento dos órgãos competentes, como a Amma e o Corpo de Bombeiros, sempre que há identificação de animais para o manejo adequado e seguro. No caso em questão, não foi constatada a presença de ninhos ou animais no momento da execução do serviço.

Por fim, a companhia esclarece que o serviço teve como foco o afastamento da vegetação da rede elétrica. A fiação mencionada refere-se a cabos de telecomunicações, cuja responsabilidade é das empresas detentoras dessas estruturas.

Nota da prefeitura de Goiânia:

A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) esclarece que, de acordo com o novo Termo de Cooperação entre Prefeitura e Equatorial, existe a obrigatoriedade de a Equatorial enviar relatórios técnicos com imagens e justificativa de intervenção para a Amma; a contratação de um responsável técnico para acompanhar as execuções, além da apresentação de um cronograma de execução.

Caso seja constatada a presença de fauna silvestre durante os serviços, a concessionária deverá comunicar imediatamente à Gerência de Fauna para adoção de medidas de proteção, resgate e manejo adequadas. A Agência reforça que toda intervenção deve observar integralmente a legislação ambiental vigente, sob pena de responsabilização.”