Polícia investiga identidade de motorista envolvido em racha na T-3, em Goiânia
Um dos condutores já foi identificado e deve ser ouvido na próxima semana

A Polícia Civil busca, por meio de investigação, identificar um dos motoristas que foi flagrado em um racha na Avenida T-3, no setor Bueno, em Goiânia. O caso aconteceu na manhã de domingo (30) e outros veículos registraram os dois carros de luxo passando, inclusive, por semáforos fechados.
A polícia informou que, mesmo sem um acidente, trata-se de uma competição indevida, um crime com pena de até três anos de prisão. Um dos motoristas já foi identificado e deve ser ouvido na próxima semana.
Segundo a corporação, o crime começou no cruzamento da Avenida César Lotes com a Avenida Veneza. Os condutores passaram, ainda, pelas pelas avenidas T-9 e T-63. O término da “corrida” teria sido na T-3.
Racha que terminou em morte
Apesar deste caso não ter terminado em acidente, há cerca de um ano outra competição indevida terminou de forma fatal. No dia 7 de maio de 2022, um racha entre uma BMW e uma Hilux culminou em um acidente que matou duas pessoas. A adolescente Marcella Sônia do Amaral, de 15 anos, estava na caminhonete envolvida no crime. Ela foi arremessada do veículo e morreu no local.
O estudante Wictor Fonseca Rodrigues, de 20 anos, também passageiro daquele veículo, faleceu dias depois por morte cerebral. Ele chegou a ficar internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos.
Uma das vítimas sobreviventes relatou que o grupo estava em uma boate, no Setor Marista. Lá, ingeriram bebidas alcoólicas durante toda a madrugada. Depois de saírem do estabelecimento, houve uma disputa de racha entre a caminhonete envolvida no acidente e a BMW. A caminhonete levava seis pessoas. A BMW, três.
Audiência
Em julho do ano passado, o Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu denúncia contra os dois motoristas envolvidos no caso do racha da T-9. Até o momento, não houve julgamento, mas há uma audiência marcada para o próximo dia 30.
Em relação ao MP, a denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Sergio Luís Delfim. Os motoristas Eduardo Henrique de Souza Resende, à época com 22 anos, que conduzia uma Toyota Hilux, e Arthur Yuri Barbosa, então com 18 anos, que estava em uma BMW, foram denunciados por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles também foram denunciados por homicídio qualificado tentado contra os sobreviventes.