Polícia prende farmacêutico e mulher por venda ilegal de medicamentos abortivos em Aparecida
Suspeitos foram flagrados após denúncia anônima; Esquema envolvia comercialização clandestina de remédios de tarja preta

Um farmacêutico e uma mulher foram presos em flagrante, suspeitos de vender medicamentos abortivos em Aparecida de Goiânia. As prisões aconteceram na terça-feira (27) no Setor Garavelo após denúncias anônimas. Além dos remédios abortivos, a polícia apreendeu medicamentos para emagrecer e de tarja preta, cuja venda só é autorizada com prescrição médica.
Segundo a polícia, a mulher foi abordada enquanto seguia para a casa do farmacêutico e confessou que pegaria os medicamentos com o fornecedor. “Essa mulher estava com 14 comprimidos de medicamento abortivo, comercializando aqui no Garavelo. A partir da delação dela, chegamos ao fornecedor”, afirmou o delegado Humberto Teófilo, responsável pela investigação.
Com as informações repassadas, os policiais localizaram o farmacêutico, que também é empresário, abordado em Goiânia. Durante as diligências, os policiais encontraram diversos medicamentos de uso e venda controlados, tanto no carro quanto na casa do investigado. Entre os itens apreendidos estavam remédios de tarja preta, hormônios e substâncias para emagrecimento.
“Parecia que ele tinha uma farmácia dentro da própria casa, vendendo tudo de forma ilegal”, destacou o delegado.
Humberto Teófilo ressaltou ainda que a prática representa sério risco à saúde da população. “Esse tipo de crime causa perigo direto à saúde das pessoas, especialmente quando se trata de medicamento abortivo, que pode levar à morte do bebê e colocar a vida da gestante em risco”, disse.
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Os dois suspeitos foram autuados por venda e distribuição irregular de medicamentos, crime considerado grave e que não admite fiança.
Sobre o farmacêutico, o delegado fez uma crítica direta à conduta do profissional. “O que mais chama atenção é que ele é farmacêutico, fez juramento para preservar vidas, e está justamente destruindo a saúde das pessoas com esse tipo de prática”, afirmou.
A operação contou com o apoio da Guarda Civil Municipal de Aparecida de Goiânia. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar possíveis outros envolvidos e verificar se os medicamentos apreendidos eram distribuídos em maior escala.