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Tensão no ar: policial de Luziânia vai à igreja e encontra criminoso que havia prendido anos atrás

Subtenente Raimundo Morais, policial que atua no entorno do DF, diz que mulher prendeu a mão dele ao perceber a situação

Imagine que você é um policial militar e, ao chegar na igreja, encontra um criminoso que prendeu anos atrás: foi essa a situação vivida por um subtenente da Polícia Militar de Goiás em Luziânia, município do Entorno do Distrito Federal (VÍDEO NO FIM DA MATÉRIA).

O subtenente em questão é Raimundo Morais, conhecido por contar histórias da vida de PM nas redes sociais. No momento em que gravou o vídeo falando do reencontro com o criminoso, estava se preparando se para trabalhar na segurança do carnaval de São Domingos, no norte de Goiás.

A princípio, Morais dz que não reconheceu o rapaz. “Fui na igreja com a minha esposa e o rapaz estava lá. Ele ficou me olhando de longe, e tal, e eu já fiquei em alerta. Nós policiais estamos sempre em alerta. E aí fiquei olhando pra ele, ele olhando pra mim… ele baixou a cabeça e eu falei: ‘é, sei não viu’. E entramos pra igreja”, disse o subtenente ao lembrar da tensão inicial que sentiu.

Subtenente Raimundo Morais em outro vídeo postado nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Quando chegou a hora de as pessoas darem testemunho, o homem levantou a mão e se dirigiu ao altar. “E lá na frente ele falou: ‘é, eu mudei de vida, fui preso por isso e aquilo… mas hoje eu estou muito feliz, porque o policial que me prendeu está ali, ó, na terceira fila’. Pensei: ‘meu Deus do céu’. Minha mulher já prendeu minha mão”.

O criminoso continuou, enquanto olhava Raimundo na igreja: “queria dizer para ele que houve mudança na minha vida. Hoje sou outra pessoa, sou filho de Deus, aceitei Jesus, paguei pelo meu crime, mas hoje eu estou solto. Graças a Deus agora eu tenho mulher, filho, tô seguindo minha vida e quero dizer ao subtenente que eu sou muito grato por tudo que ele fez por mim, porque me prendeu, não fez maldade comigo, não deixou que me maltratassem, é um cara muito bom”.

Raimundo pensou consigo mesmo: “eu prendi o cara e ele falando que eu sou bom. Agora imagina: se o cara quisesse me fazer mal, ele faria. Eu estava ali, de costas para ele. A nossa vida de policial é muito complicada. Em qualquer lugar a que você for, tem que estar muito atento”.

O subtenente ainda cumprimentou o homem após o culto. Depois do relato no vídeo, ele disse que acredita na ressocialização de pessoas que cometem crimes. “Acho que as pessoas têm que ter uma segunda chance”.