GAS

Policial investigado por bater em idoso no INSS em Goiás compõe grupo antissequestro

No dia do ocorrido, o policial estava afastado de suas funções em virtude de uma licença por luto, segundo a polícia civil

O policial civil identificado como H.A.S., investigado pela Polícia Federal (PF) por agredir um servidor do INSS de 73 anos, em Goiânia, é integrante do Grupo Antissequestro (GAS). A violência registrada por câmeras aconteceu na segunda-feira (2), enquanto o agente acompanhava os pais em um atendimento previdenciário. A agressão teria ocorrido devido ao cancelamento de uma perícia médica.

H.A.S. está lotado no GAS desde 2017. Em nota oficial, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) que, no dia do ocorrido, o policial estava afastado de suas funções em virtude de uma licença por luto. A corporação informou, ainda, que a Corregedoria instaurou os procedimentos administrativos disciplinares para avaliar a conduta do servidor. O processo corre em paralelo à investigação criminal e pode resultar em sanções administrativas, conforme o estatuto da instituição.

Até o momento, a defesa do agente não foi localizada para comentar os fatos registrados pelas câmeras de segurança. O espaço permanece aberto para manifestações.

O Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sintfesp-GO/TO), por sua vez, enfatizou a vulnerabilidade dos funcionários nas agências do INSS. A entidade destacou que o cancelamento da perícia médica, motivo que teria dado início à discussão, ocorreu de forma virtual e que o procedimento de reagendamento deve ser realizado via internet, conforme as normas vigentes do órgão.

Já a Polícia Federal assumiu a investigação, pois o crime ocorreu contra um servidor público federal no exercício de suas funções e dentro de uma instalação da União. O inquérito busca apurar as circunstâncias da agressão e o uso da arma de fogo no recinto.

O servidor de 73 anos, que possui 45 anos de carreira pública, foi encaminhado para exames de corpo de delito após sofrer lesões no rosto e no tórax. De acordo com a gerência da unidade, o funcionário não era o responsável pelo atendimento direto da família do policial, mas estava presente no setor no momento em que a situação escalou.

Agressão

Conforme as imagens, o policial usava o celular enquanto acompanhava os pais idosos. Eles estavam próximos ao guichê de atendimento. Em determinado momento, outra câmera mostra o agente saindo de uma sala com uma arma na cintura.

Outro ângulo mostra quando o policial derruba o servidor e lhe dá vários socos. Após alguns segundos, uma mulher e o pai de H.A.S. tentam intervir. Antes de parar, o homem ainda chuta o idoso caído, momento em que os seguranças são acionados.

Depois disso, imagens mostraram o policial na recepção da agência com arma em punho. Ele chega a apontá-la, mas o pai o contém novamente.