CRIME

Preso suspeito de matar travesti por discordar de valor do programa, em Aparecida (GO)

Um homem de 37 anos foi preso nesta terça-feira (29) pela morte de uma travesti…

Um homem de 37 anos foi preso nesta terça-feira (29) pela morte de uma travesti ocorrida no último dia 4/3, na Vila Nossa Senhora de Lourdes, em Aparecida de Goiânia. O detido confessou o crime à Polícia Civil. A suspeita é de que vítima e cliente tiveram um desentendimento em razão do valor cobrado por um programa.

O corpo de Renan de Araújo Farias, 22, que atendia pelo nome de Isabela, foi encontrado com perfurações de faca e sinais de estrangulamento. O cadáver estava em um terreno baldio na proximidade de motéis da região. A travesti estava com a peruca arrancada e com a saia levantada.

Na ocasião, testemunhas revelaram aos policiais que viram quando a travesti saiu com um homem que estava em uma motocicleta. Os agentes do GIH então procuraram por câmeras de segurança e chegaram ao suspeito após conseguirem imagens da placa do veículo. A motocicleta havia passado pela região dois dias antes do crime.

Ao ser identificado e preso, o suspeito, que não teve o nome divulgado, disse que contratou a travesti para um programa por R$ 30, mas que, ao chegar em um lote baldio, ela teria exigido R$ 50, o que provocou uma discussão. Ele afirmou ainda que o canivete usado no crime foi tomado por ele da própria travesti e confessou tê-la esganado, antes de esfaqueá-la.

O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado e teve sua prisão temporária decretada. A arma usada no crime foi encontrada, ainda suja de sangue, dentro de uma mochila pertencente à ele.

Travesti morta a tiros – crime segue sem solução

Alguns dias antes do assassinato de Isabela, outra travesti também foi assassinada na mesma região. Brunna Kimberlly, de 27 anos, foi morta a tiros na manhã do dia 24 de fevereiro, na Rua São Paulo, no Setor Nossa Senhora de Lourdes.

O atirador, que estava em uma moto, e baleou a travesti no peito, pescoço e costas, ainda não foi identificado. Este caso também está sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia.