BENEFÍCIO

Réu por atirar contra casa da ex, Naçoitan pede aposentadoria por incapacidade permanente

Justiça de Iporá determinou perícia médica para avaliar condição do político

Ex-prefeito de Iporá, Naçoitan Araújo Leite entrou com pedido de aposentadoria por invalidez junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação protocolada pela advogada Gilda Aparecida Pereira tem valor atribuído de R$ 19,4 mil. Além disso, ele tramita com gratuidade da Justiça.

Em 5 de março, o juiz Raígor Nascimento Borges determinou a realização de perícia médica para avaliar se, de fato, há incapacidade do requerente. O responsável pela perícia nomeado foi o médico Pedro Henrique Alves Silva, enquanto o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi citado para apresentar contestação em 30 dias.

O Mais Goiás procurou a advogada do ex-prefeito, mas não teve sucesso. Caso haja interesse, o espaço segue a aberto. O portal também tenta contato com o médico responsável pela perícia.

Vale citar que o pedido de benefício previdenciário ocorre enquanto Naçoitan Leite ainda responde por atirar contra a residência da ex-companheira. Além disso, o político já se envolveu em outras polêmicas.

Relembre as polêmicas

Naçoitan chegou a ser preso preventivamente em dezembro de 2023, pois teria invadido a casa da ex-esposa na madrugada do dia 18 de novembro e atirado pelo menos 15 vezes contra a residência da ex-companheira. No local, estavam a mulher e o atual namorado dela. Os disparos efetuados pelo político atingiram a porta do quarto onde o casal dormia, conforme a denúncia. Ele foi solto em fevereiro de 2024 com tornozeleira eletrônica e outras medidas.

No campo político-judicial, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Naçoitan por defender, em 2022, a “eliminação” do ministro Alexandre de Moraes e do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pena de três meses foi convertida em oito penalidades alternativas, incluindo multa de 20 salários mínimos, pagamento de R$ 5 milhões por danos morais e proibição de uso de redes sociais. A defesa anunciou recurso.

O político também foi alvo de operação da Polícia Civil de Goiás por suspeita de fraudes em licitações, com cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em Iporá e outras seis cidades. Em 2018, ele já havia sido flagrado tentando convencer fiscais de trânsito a não realizar blitz com bafômetro em uma rua da cidade.