Homem que vai a júri nesta quarta matou mulher por causa de tatuagem, em Goiânia
Ana Beatriz Gonçalves Silva foi morta pelo companheiro, Luiz Henrique Fernandes Feitosa da Silva, durante uma discussão por tatuagem

O réu Luiz Henrique Fernandes Feitosa da Silva, que vai a júri popular nesta quarta-feira, 4, às 8h30, em Goiânia, estrangulou a companheira por três vezes até matar a vítima asfixiada, conforme denúncia do Ministério Público (MP). O júri será presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara.
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O crime ocorreu no dia 23 de novembro de 2024, ocasião em que Luiz iniciou uma discussão com a companheira Ana Beatriz Gonçalves Silva, de 17 anos, por conta de uma tatuagem que a vítima havia feito. Antes do conflito conjugal, o homem chegou a tentar invadir o trabalho da jovem com uma corrente, com o intuíto de agredi-la, mas foi impedido por amigos da mulher.
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Ana Beatriz, porém, voltou para casa após o trabalho, momento em que foi agredida e, posteriormente, morta pelo réu no dia seguinte. No dia do crime, segundo relatório da Polícia Científica, foi constatado que Ana foi colocada de joelhos e, então, pressionada contra um poste pelo companheiro, enquanto era estrangulada.
Depois, ainda com a vítima abalada, Luiz pegou um fio de internet e enforcou a vítima até que desmaiasse. Ela morreu na terceira vez em que foi asfixiada. Ao notar que Ana Beatriz havia morrido, o réu tentou simular um suicídio e acionou a Guarda Civil Metropolitana (GCM), informando que entrou a companheira morta no quintal ao acordar.
“Foi verificado que a vítima tentava se separar do denunciado, o que não aceitava. Ao tentar simular o suicídio e ocultar a verdadeira natuteza da morte, o denunciado cometeu fraude processual. Por fim, constata-se que o denunciado agiu mediante menosprezo à condição de mulher, agindo motivado pelo desejo de domínio e submissão da vítima”, afirma trecho da denúncia.
Ainda de acordo com o documento, Luiz possuía medidas protetivas de urgência concedidas em favor da vítima pelo 1º Juizado de Violência Doméstica de Goiânia, devido à prática de violência doméstica. A ordem judicial é de 2023, um ano antes do crime ser praticado.
O casal mantinha um relacionamento conturbado, marcado por brigas relacionadas a ciúmes. Em alguns casos, houve o registro de violência por parte do réu. Luiz responde por homicídio com quatro qualificadoras, sendo elas motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além do crime de fraude processual. Ele se encontra preso desde que praticou o crime.