CIRURGIA VASCULAR

Santa Casa de Goiânia rompe contrato com cirurgiões vasculares e gera protestos

Segundo Coopvasc, rompimento da Santa Casa de Goiânia foi unilateral e "sem justificativa", o que afeta pacientes vasculares

A Cooperativa Médica dos Angiologistas e Cirurgiões Vasculares de Goiás (Coopvasc) divulgou, nesta terça (28), uma nota em que informa o rompimento “unilateral” da Santa Casa de Goiânia com a cooperativa, o que afetou o serviço de cirurgia vascular do hospital. A entidade se refere à iniciativa da Santa Casa como arbitrária e injustificada, e que isso deixa um “vácuo de desassistência” aos pacientes vasculares em Goiás.

Segundo a Coopvasc no documento, o serviço de cirurgia vascular da Santa Casa de Goiânia tem mais de 30 anos de existência e que, até 2019, seis cirurgiões vasculares integravam a equipe do hospital. Com a chegada da cooperativa, a Santa Casa passou a ter 22 profissionais, afirma a nota.

No entanto, ainda segundo a cooperativa, no dia 8 de setembro deste ano a diretoria da Santa Casa decidiu romper unilateralmente o contrato com a Coopvasc “sem quaisquer justificativas ou motivos que suscitassem” o fato.

“A Coopvasc vem, portanto, lamentar profundamente a arbitrariedade do rompimento do contrato com a cooperativa que deixa, sem dúvida alguma, um vácuo de desassistência no Estado de Goiás ao que tange aos atendimentos a pacientes de cirurgia vascular”, afirma.

A entidade finaliza informando que os pacientes que têm consultas, cirurgias, procedimentos e exames que, “a partir do dia 8 de outubro de 2021 não mais responderá pela demanda de cirurgia vascular” da Santa Casa, até que novas tratativas sejam propostas.

A reportagem do Mais Goiás entrou em contato com a Santa Casa de Goiânia sobre a atual situação do serviço de cirurgia vascula no hospital e aguarda um retorno. O espaço permanece aberto.