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“Seu amor continuará sendo minha luz”: vereador homenageia mãe morta após procedimento com PMMA em Goiás

Empresária de 59 anos morreu após complicações de saúde dias depois de realizar aplicação em clínica de Goiânia

O vereador Júnior Gonzaga prestou uma homenagem emocionada à mãe, a empresária Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, que morreu aos 59 anos após complicações de saúde depois de um procedimento estético com PMMA realizado em uma clínica de Goiânia. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar falou sobre a dor da perda e destacou a importância da mãe em sua vida.

“A dor da sua partida é imensa, mas sou grato a Deus por ter me permitido ser seu filho e por ter vivido tantos momentos ao seu lado. Seu amor continuará sendo minha luz, meu guia e minha lembrança mais preciosa. Descanse em paz, minha mãe. Sua missão aqui foi cumprida com amor, dignidade e dedicação. Um dia vamos nos reencontrar. Até lá, levarei você para sempre dentro do meu coração.”, escreveu o vereador.

Isabel morreu no domingo (08) em um hospital particular de Anápolis, cerca de 55 quilômetros de Goiânia, após apresentar complicações dias depois de passar por procedimentos estéticos para tratar celulite com aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA).

“Vai ficar tudo bem”

A filha da empresária também relembrou a última conversa que teve com a mãe antes da morte. “Mamãe te ama muito, vai ficar tudo bem” foram as últimas palavras ditas por Isabel Cristina para Jéssica Keller.

“Essas foram suas últimas palavras para mim e por um minuto eu acreditei que tudo ficaria bem”, escreveu. Na publicação, a filha revelou que a mãe costumava repetir a mesma frase sempre que a família enfrentava momentos difíceis, o que tornava a lembrança ainda mais marcante. “Todas as vezes que eu quase morri, a senhora me dizia isso e eu sempre ficava bem. Mas não foi o que aconteceu. Não ficou nada bem. Agora estou aqui sem a senhora, sem seu abrigo, sem seu amor e com um vazio enorme no meu coração”, desabafou Jéssica.

isabel x mae vereador
Isabel Cristina Gonzaga, de 59 anos, morreu após complicações de procedimento estético com PMMA em clínica de Goiânia (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Complicações começaram após procedimento

De acordo com relato da família para polícia, cerca de cinco dias após a aplicação, Isabel começou a sentir dores intensas e apresentou acúmulo de líquido na região tratada. De acordo com os familiares, ela passou mal inicialmente na quinta-feira (05) e foi levada a uma unidade de saúde em Leopoldo de Bulhões, onde teve uma melhora temporária.

No dia seguinte, o quadro se agravou e Isabel voltou a apresentar forte dor abdominal e episódios de vômito, sendo encaminhada para atendimento médico em Anápolis.

Família denunciou uso de PMMA

Após a morte, familiares registraram um boletim de ocorrência denunciando o uso de polimetilmetacrilato (PMMA) no procedimento estético realizado nos glúteos.

O caso passou a ser investigado pelo delegado Eduardo Carrara, que informou que a causa da morte ainda depende do resultado do laudo cadavérico, que deve apontar as circunstâncias do óbito e permitir análise dos produtos utilizados no procedimento.

Clínica aponta doenças pré-existentes

Em nota oficial, o Instituto de Longevidade, onde Isabel realizou os procedimentos, disse que ela passou por dois procedimentos, sendo uma correção glútea com aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA) e uma subcisão, técnica utilizada para tratamento estético de celulite. Ressaltou que ela tinha condições de saúde pré-existentes, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e fazia terapia de reposição hormonal, fatores podem ter influenciado no quadro clínico.

A instituição disse também que o medicamento utilizado no tratamento não apresentou o efeito esperado, o que teria contribuído para a formação de coágulos sanguíneos, embolia e infarto.

O instituto também afirmou que, de acordo com a análise inicial dos registros clínicos, “não há relação direta entre o procedimento com PMMA e o desfecho clínico”.

Apesar da defesa apresentada pela clínica, o instituto informou que a conduta da médica responsável pelo atendimento, Dra. Eline Corrêa, está sendo analisada internamente.