Síndico é detido por circular armado em condomínio de Goiânia após ir apurar cerca elétrica rompida
Advogado afirma que local já sofreu várias tentativas de assalto

A Polícia Militar (PM) de Goiás prendeu o advogado Carlos Eduardo Freitas Araújo, de 42 anos, em flagrante no setor Faiçalville, em Goiânia, por porte ilegal de arma de fogo. Câmeras do local mostraram quando homem, que é síndico do condomínio, caminhava pelas áreas comuns e pela garagem com uma carabina. O caso aconteceu por volta das 23h50 de quinta-feira (12), foi divulgado pela TV Anhanguera e confirmado pelo Mais Goiás. Ele foi liberado após pagar fiança.
Ao Mais Goiás, o síndico informou que saiu armado para verificar uma possível invasão após ouvir o alarme da cerca elétrica, que estava rompida. Segundo ele, já foram cinco tentativas de assalto no condomínio. Apesar do acionamento das autoridades, Carlos disse que os condôminos sabiam que ele havia ido ao local verificar o que tinha acontecido.
Inclusive, após reportagem do caso, ele divulgou uma nota no grupo dos moradores explicando a situação e recebeu apoio. “Quero agradecer pela sua atitude e pela forma como sempre se preocupa com a segurança de todos no condomínio”, escreveu um morador. “Obrigado por nos defender”, disse outro. E ainda: “Todos aqui conhecem a sua índole e certamente nos colocamos à disposição.”
Ele compartilhou com o portal a nota de esclarecimento aos moradores. Segundo ele, os mesmos indivíduos que já tentaram assaltar o condomínio em outros momentos arrebentaram a cerca tentando entrar novamente. “Quando percebi a movimentação, peguei minha carabina registrada e fui verificar a situação no condomínio. Ao perceberem minha presença, os indivíduos correram e foram embora, sem conseguir levar nada. Graças a Deus, ninguém se feriu e não houve prejuízo.”
Carlos informou que foi à delegacia e conversou com o delegado, e a situação foi esclarecida. “Atualmente existe um processo relacionado ao porte da arma, mas toda a documentação da minha arma está regular e estou tranquilo, pois a situação será resolvida dentro da lei.”
Apesar de ter o registro de posse das armas, a legislação permite a utilização apenas no interior da residência. O síndico pagou fiança de R$ 1.621 e foi liberado. Ele alegou ter sofrido abuso de autoridade durante a abordagem policial. “Mesmo eu colaborando com todo o procedimento, me algemaram e me jogaram no bagageiro da viatura, me ocasionando lesões no ombro direito e pulsos.”
O portal também procurou a Polícia Militar para mais informações.

Nota de esclarecimento do advogado:
“Sobre a matéria que saiu no jornal, quero esclarecer o que realmente aconteceu.
No dia 12/03, por volta de 23h50, tivemos mais uma tentativa de roubo no condomínio. Foram os mesmos indivíduos que já tentaram nos assaltar outras vezes (já ocorreram cerca de quatro roubos e 1 tentativa). Naquela noite eles arrebentaram a cerca tentando entrar novamente.
Quando percebi a movimentação, peguei minha carabina registrada e fui verificar a situação no condomínio. Ao perceberem minha presença, os indivíduos correram e foram embora, sem conseguir levar nada. Graças a Deus ninguém se feriu e não houve prejuízo.
Naquela noite havia um porteiro substituto (…). Esse porteiro já havia sido advertido pela supervisão porque estava chegando atrasado com frequência, o que estava prejudicando a troca de turno da porteira do dia, a Paulinha – que todos sabem que está passando por um momento difícil após a perda do marido.
Após essa advertência, aparentemente ele ficou insatisfeito e acabou criando uma situação para me prejudicar.
Durante a madrugada, depois da tentativa de invasão, fui até a portaria e encontrei o porteiro deitado na cadeira usando o celular. Fiquei observando por alguns minutos. Em seguida fui consertar a cerca que havia sido danificada.
Quando voltei, ele estava do outro lado da rua com o portão aberto. Chamei sua atenção e expliquei que havia ocorrido uma tentativa de roubo e que ele deveria permanecer na guarita, atento, e avisar imediatamente caso percebesse qualquer movimentação, além de manter o local seguro.
Mesmo assim, posteriormente ele relatou uma versão diferente à Polícia Militar, que foi até o local e me conduziu à delegacia.
Na delegacia conversei com o delegado e a situação foi esclarecida. Atualmente existe um processo relacionado ao porte da arma, mas toda a documentação da minha arma está regular e estou tranquilo, pois a situação será resolvida dentro da lei.
Quero apenas deixar claro para todos o que realmente aconteceu. Hoje em dia, infelizmente, quando tentamos agir para proteger nosso patrimônio e nossa segurança, às vezes acabamos enfrentando situações como essa.
Mas seguimos confiando que tudo será devidamente esclarecido.
Obrigado a todos pela compreensão.”