Síndico usou carro para para desovar corpo de Daiane 36 minutos após desaparecimento em Caldas Novas
Daiane Alves de Souza desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025. Síndico e o filho foram presos pela Polícia Civil

O assassino confesso e principal investigado na morte da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas, usou o próprio veículo para tirar o corpo da vítima do condomínio onde ocorreu o crime no dia 17 de dezembro. Câmeras de segurança flagram o momento em que o síndico Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, deixa o completo de apartamentos com a capota do veículo coberta e, pouco depois, volta com a parte do veículo à mostra (veja imagens abaixo).
LEIA TAMBÉM
- Síndico e filho estavam com malas prontas para fugir quando foram presos em Caldas Novas
- Caso Daiane: Filho de síndico também é suspeito da morte de corretora em Caldas Novas
O fato foi um dos motivos que levaram a Polícia Civil (PC) a prender o síndico nesta quarta-feira, 28. Logo após a prisão, ele confessou a autoria do crime, indicando onde havia desovado o corpo de Daiane – ação que durou pouco mais de 30 minutos. De acordo com o delegado André Barbosa, no dia do desaparecimento da corretora, Cléber deixou o condomínio 36 minutos depois do desaparecimento da vítima. Ela foi vista com vida pela última vez dentro de um elevador, enquanto estava à caminho do subsolo.
- Corpo da corretora Daiane Alves é encontrado em Caldas Novas após mais de 40 dias de buscas; síndico é preso
- Síndico teria indicado localização do corpo de Daiane Alves em Caldas Novas
“O autor tomou um rumo totalmente incompatível com a sua rotina depois do desaparecimento da Daiane. Ele toma o rumo, que posterior dá acesso ao local onde o corpo foi encontrado. Neste momento, ele aparece com a capota fechada e depois com a capota aberta. O tempo de deslocamento foi de 48 minutos entre o primeiro momento e o segundo momento captado que, em tese, é feito em 15 minutos”, explica o delegado.

O cadáver de Daiane, que estava desaparecida há 42 dias, foi encontrado em estágio avançado de decomposição em uma região de mata da cidade turística a cerca de 15 km do condomínio onde morava com a mãe e a filha, de 17 anos. Devido a suspeita de que esteja morta desde o dia 17 de dezembro, o corpo foi enviado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, a fim de esclarecer a forma como o crime foi praticado.
Além de Cléber, o filho do síndico Maicon Douglas Souza Oliveira, de 27 anos, também foi preso. A dupla se preparava para fugir, tendo sido flagrados pela polícia civil com as malas prontas no momento da prisão, em Caldas Novas.
- “Eu sinto nojo e revolta”, diz mãe sobre corretora assassinada por síndico; vídeo
- Investigação aponta que corretora foi morta dentro do condomínio onde morava, em Caldas Novas
Maicon é acusado de atuar diretamente na obstrução da Justiça e na destruição de evidências do assassinato da corretora. Segundo PC, Maicon teria, inclusive, adquirido um novo aparelho celular para auxiliar o pai na coordenação das provas e no descarte de informações que pudessem ligá-los ao desaparecimento de Daiane.
A compra do novo celular, conforme a corporação, teria ocorrido após o desaparecimento da vítima e teria como objetivo dificultar o rastreamento de mensagens, ligações e possíveis contatos relacionados ao crime. A polícia apura se o aparelho foi utilizado para orientar a limpeza de locais, a eliminação de registros digitais ou a combinação de versões entre os investigados.
