GOIÂNIA

“Só estamos falando o que o povo quer”, diz político à frente de protesto na BR-153

O candidato derrotado à prefeitura de Goiânia (DC) Gustavo Gayer usou as redes sociais, na…

O candidato derrotado à prefeitura de Goiânia (DC) Gustavo Gayer usou as redes sociais, na tarde desta segunda-feira, para capitalizar a repercussão do protesto – liderado por ele e pela vereadora Gabriela Rodart – em frente à sede da prefeitura de Goiânia, e que bloqueou o trânsito da BR-153. “Só estamos falando o que o povo quer”, afirma o empresário.

A manifestação levantou uma série de bandeiras da direita brasileira, como a adoção (pelo poder público) do tratamento precoce contra a covid-19 a partir do uso da cloroquina, da ivermectina e da azitromicina. Mas a principal bandeira é a do combate às medidas de restrição ao funcionamento do comércio. Hoje, só estão autorizados a funcionar em Goiânia os estabelecimentos que a prefeitura considera ligados ao comércio essencial.

Gayer diz que ele e Rodart receberam ameaça de tomar processo por parte do prefeito da Capital, Rogério Cruz (Republicanos). “O grupo, depois de não ser atendido pelo prefeito foi para BR, para bloquear, porque está passando fome. O prefeito pediu que a Gabriela fosse até o gabinete dele e, na porta, ele tirou o celular dela e do assessor. Quando ela entrou, foi coagida, sem poder registrar. Ameaçou dizendo que iria processar a ela e a mim”, disse.

Ainda segundo o ex-candidato, o prefeito teria dito que Rodart perderia o mandato. “Uma vereadora democraticamente eleita, lutando pelo direito de sobrevivência do povo da cidade”, emendou. Segundo ele, o Rogério Cruz pretende usar a máquina pública para calá-los. “Só estamos falando o que o povo quer.”

Ao todo, cerca de 500 manifestantes reivindicaram a liberação do comércio após novo decreto da prefeitura de Goiânia prorrogar as restrições aos estabelecimentos por mais 14 dias. O bloqueio, que começou nesta manhã, impedia a passagem até mesmo de ambulâncias, conforme apurou o portal. Os ânimos exaltados culminaram, inclusive, em brigas internas.