CAMPANHA

‘Sonho em ver meu filho correr’, diz mãe de criança que busca tratamento nos EUA para evitar amputação

Dante nasceu nasceu com Hemimelia Fibular Bilateral, uma condição genética rara que resultou na ausência total da fíbula em ambas as pernas

O sonho da aeromoça Mayenne Karolynne Ribeiro Semprebone, de 35 anos, moradora de Ouvidor, é que o filho leve uma vida normal como qualquer criança. Isso, porque o pequeno Dante, de oito meses, enfrenta desde que nasceu os desafios da Hemimelia Fibular Bilateral. “Sonho em ver meu filho correr”, afirmou ao Mais Goiás nesta sexta-feira (13).

Segundo a mãe, trata-se de uma condição genética rara que resultou na ausência total da fíbula em ambas as pernas e na má-formação de seus tornozelos. Dante também não formou completamente uma das mãozinhas. Mayenne afirma que, há oito meses, espera por uma consulta na rede pública brasileira. Infelizmente, a alternativa frequentemente apresentada para casos como o dele é a amputação.

Sem se contentar com esse destino, ela descobriu que existe um tratamento especializado que pode mudar o futuro do menino. Este, contudo, está em um centro de excelência nos Estados Unidos. No local, é possível realizar uma cirurgia complexa para construir os tornozelos, endireitar as tíbias e alongar os ossos de Dante, o que permitiria a ele caminhar normalmente.

O sonho da mãe de ver o filho correr, entretanto, esbarra no alto custo da cirurgia. O procedimento custa cerca de R$ 1 milhão. Este valor motivou a criação da campanha nas redes sociais. “É o pedido de uma mãe que só quer dar uma chance de futuro ao filho”, afirma Mayenne. As informações estão no Instagram do garoto, @juntospelodante. “É possível doar por pix, pelo juntospelodante@hotmail.com ou no site vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-a-cirurgia-do-dante-eugenio-cesar-semprebone“, revela Mayenne.

(Foto cedida ao Mais Goiás)

Descoberta

Mayenne descobriu o diagnóstico quando estava grávida de Dante e da gêmea dele, Olívia. Segundo ela, o médico a alertou após exames, quando estava com seis meses de gestação, que não havia encontrado as fíbulas nas pernas do garoto e não conseguia ver os pés. “Para mim, era tudo novo, então nem sabia o que perguntar. Então, perguntei se ele iria andar e o médico disse que não.”

A situação motivou ela e o marido, o bancário Eugênio, a procurarem sobre o assunto. Após muita pesquisa, ela descobriu um caso em Goiânia que teve um final feliz. Um menino chamado Paulo Vitor, com a mesma condição, passou pela cirurgia nos Estados Unidos e hoje pode andar. A mãe dele, Sandra, auxiliou Mayenne sobre como funciona o procedimento, os contatos nos EUA e também um médico na capital. “Me contou que tinha feito lá, que era referência mundial. Hoje, Paulo Vitor anda normalmente, o que me serviu de inspiração.”

O tempo, todavia, é curto. A família precisa reunir o valor de R$ 1 milhão para que Dante faça a cirurgia até os 18 meses. “Esse é o nosso desespero, por isso resolvemos fazer a vaquinha, pra tentar arrecadar esse dinheiro. Porque só eu e meu marido, não íamos conseguir nunca. É muito dinheiro.”

A esperança de Mayenne é que os meses restantes sejam suficientes para arrecadar o valor. Ao falar do filho, ela se enche de orgulho ao dizer que Dante é um menino feliz, que está sempre sorrindo. “Uma gracinha.”

A cirurgia de reconstrução especializada é feita no Paley Orthopedic & Spine Institute, em West Palm Beach, Flórida. O instituto é referência mundial no assunto.

(Foto cedida ao Mais Goiás)