Crime

Suspeito de injúria racial, torcedor do Atlético-GO é solto em audiência de custódia

O torcedor do Atlético Clube Goianiense suspeito de injúria racial foi solto em audiência de…

O torcedor do Atlético Clube Goianiense suspeito de injúria racial foi solto em audiência de custódia, em Goiânia. Eduardo Torres Byk foi preso na última sexta-feira (15) depois de proferir xingamentos e gestos que imitavam um macaco durante o jogo entre o rubro-negro e o Paraná, no estádio Antônio Accioly, pelo Campeonato Brasileiro Série B. Ataque racista foi direcionado ao zagueiro Eduardo Bauermann, do time do Sul.

A informação da liberdade provisória, que ocorreu no último sábado (16), foi confirmada pela assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O órgão informou, no entanto, que não irá divulgar a decisão na íntegra.

O Mais Goiás tentou obter acesso ao depoimento de Byk na Central de Flagrantes, para onde foi levado e estava preso desde sexta (15), mas foi informado de que o teor das declarações do suspeito não será divulgado. Este portal tenta localizar a defesa do suspeito.

Crime

O crime ocorreu na última sexta-feira (16), durante a partida entre Atlético (1) x Paraná (0), no estádio Antônio Accioly, em Goiânia. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o torcedor estava no alambrado e proferiu xingamentos, além de fazer gestos que imitavam um macaco. Ele direcionava os ataques racistas a Eduardo Bauermann, zagueiro do Paraná, que estava no banco de reservas.

Após o fato, o atleta comunicou o caso aos policiais presentes no estádio. O suspeito foi localizado pelos militares com o auxílio de testemunhas que presenciaram o crime. Byk foi preso em flagrante e encaminhado à Central de Flagrantes, onde foi autuado por injúria racial.

Punição

O advogado do Atlético, Marco Egídio, acompanhou o caso e disse que o clube ainda estuda o que será feito em relação ao torcedor. Ele disse que a diretoria já entrou em contato com a torcida organizada e solicitou a expulsão de Eduardo Byk. O Atlético ainda pode banir o torcedor dos jogos.

Por meio de nota, o clube diz que repudia casos de racismo em qualquer esfera, principalmente no futebol, que é o campo onde o clube está diretamente envolvido. A nota ainda informa que o atleta Eduardo Bauermman foi jogador do Atlético em 2017 e “honrou a camisa do clube”. “Esperamos que o caso seja investigado e o criminoso responsabilizado pelo acontecimento”, continua.

“Durante a semana o clube irá estudar formas de punir qualquer pessoa que pratique atos de racismo e/ou homofobia dentro das dependências do Estádio Antônio Accioly. O Atlético se reconhece como clube de TODAS as famílias”, finaliza.