Cidades

Um ano de pandemia, 270 mil mortos e nada de luz no fim do túnel

Ontem, lembramos a marca simbólica de um ano de pandemia em Goiás. Os primeiros casos…

Ontem, lembramos a marca simbólica de um ano de pandemia em Goiás. Os primeiros casos foram confirmados em nosso estado em 12 de março de 2020 e nossa vida nunca mais foi a mesma. A pandemia bagunçou nossa rotina por completo, nos fez rever prioridades e levou pra sempre centenas de milhares de brasileiros. E pior de tudo: ainda não enxergamos a luz no fim do túnel para que essa tragédia seja, de uma vez por todas, uma página triste do passado.

Perdemos renda, perdemos vidas, perdemos coisas que sabe-se lá quando teremos de novo. Há quanto tempo você não abraça seus pais? Beija seus amigos no rosto? Qual foi a última vez que você abraçou desconhecidos comemorando um gol de seu time? E experimentou a bebida de um qualquer no copo dele no meio da balada? Se você é alguém responsável, faz um ano. Caso seja um demente que ainda tem esse comportamento deplorável, já passou da hora de criar vergonha na sua cara.

A vacinação vai de vento em popa em vários países. Aqui no Brasil, ela vai tipo Lulu Santos: a passos de formiga e sem vontade. E ainda temos que brigar com os estúpidos profissionais por conta de hábitos que já deveriam ser senso comum: uso de máscara, frequentar somente ambientes ventilados e não aglomerar de jeito nenhum. A burrice sempre foi mais perigosa que qualquer vírus.

Somos um dos poucos países do mundo que vive o pior momento da pandemia depois de um ano de convivência com a peste. O que revela um bom tanto do que somos enquanto povo, enquanto sociedade. Mesquinhos, onde reina o cada um por si, e sem a menor empatia pelo próximo. Alguém ainda propõe trocar o “Ordem e Progresso” da bandeira por “Morreu? Antes ele do que eu!”.

Que nenhum aspone de Jair Bolsonaro me leia, pois, você sabe, o presidente gosta de uma ideia errada, viu…

@pablokossa/Mais Goiás | Foto: Jucimar de Sousa/Mais Goiás