Investigação

Vinte mulheres afirmam que foram abusadas sexualmente por médico em Goiás

O profissional, que atendia em Goiânia e Senador Canedo, foi proibido de atuar

Uma semana após as primeiras denúncias, feitas inicialmente por seis pacientes, a Polícia Civil já colheu os depoimentos de outras 14 mulheres que afirmam terem sido abusadas sexualmente pelo médico ginecologista e obstetra Marcelo Arantes e Silva. O profissional, que atendia em Goiânia e Senador Canedo, foi proibido temporariamente pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM/GO) de continuar atendendo.

Das 20 prováveis vítimas já ouvidas até agora, 11 afirmaram terem sido abusadas enquanto consultavam com o médico em Goiânia, e nove em Senador Canedo. Os relatos, segundo a delegada que investiga o caso, Amanda Menuci, são muito semelhantes e chamam a atenção porque as denunciantes não se conhecem.

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“São relatos de procedimentos invasivos e toques em áreas íntimas que nada tinham a ver com a consulta, sendo que em ao menos um dos casos o médico dispensou a secretária, trancou a porta do consultório e praticou sexo oral em uma das pacientes”, relatou a delegada durante entrevista concedida na semana passada.

Naquela ocasião, Amanda Menuci disse também que, para não atrapalhar as investigações, só voltaria a atender a imprensa quando concluísse o inquérito. Ela também afirmou que só voltaria a solicitar uma nova prisão do denunciado caso algum fato novo ou novas vítimas aparecessem, o que acabou acontecendo.

Mesmo ainda não tendo sido preso, Marcelo Arantes e Silva precisa cumprir algumas medidas cautelares e teve seu registro suspenso temporariamente, a pedido da justiça. Também na semana passada, a defesa do médico afirmou que as acusações, apesar de serem graves, precisam ser identificadas, mas criticou o prejulgamento midiático e o “linchamento moral” antes da conclusão das investigações.