Vanderlan diz que ida de Caiado ao PSD não foi feita “goela abaixo” e reforça permanência no partido
Senador nega ter sido surpreendido com filiação do governador

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) afirmou em entrevista exclusiva à coluna Domingos Ketelbey, do portal Mais Goiás, que a filiação do governador Ronaldo Caiado ao PSD foi construída com diálogo e que ele próprio foi consultado pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, antes da conclusão do processo. “Não foi goela abaixo. Participei desde o início das conversas”, disse.
O parlamentar destacou que até recebeu convites de outras legendas, ao longo dos últimos dias, mas não pretende deixar a sigla pessedista. “Fui procurado sim. Algumas pessoas me ligaram até oferecendo o partido à disposição, mas, eu expliquei que não tenho pretensão de sair do PSD”, salientou.
O senador reforçou que sua candidatura ao PSD não está condicionada à alianças feitas pela base governista. “Eu sou candidato pelo PSD. Não abro mão disso. Não estou amarrado a ninguém. Não dependo da boa vontade do governador, de dona Gracinha, ou de de fulano do PL ou de quem quer que seja”, salientou.
Vanderlan também destacou que a entrada de Caiado fortalece o PSD em Goiás e ajuda na construção das chapas proporcionais. “A vinda dele já tirou umas cinco toneladas do meu ombro, que era essa preocupação com a formação da chapa de estadual e federal”, afirmou. O parlamentar também rejeitou qualquer diálogo com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Ele reagiu a falas recentes do governador, que mencionou Gracinha Caiado (UB) e Gustavo Gayer (PL) como nomes ao Senado pela base. Sem citar diretamente o deputado, Vanderlan afirmou que não se coloca no mesmo nível de um “cidadão envolvido em escândalos” e disse confiar que o eleitor saberá diferenciar quem tem trajetória política consolidada de quem, segundo ele, “só tem confusão”.
Questionado sobre a possibilidade de dividir a chapa com o PL, Vanderlan disse que não vê problema. “Quanto mais candidatos, melhor. A população vai poder comparar. Quem tem serviço prestado não escolhe adversário.”
Sobre o apoio a Ronaldo Caiado numa eventual candidatura à Presidência da República, Vanderlan disse que o alinhamento já estava encaminhado antes mesmo da filiação do governador. “Já havia falado com o Kassab que, se o partido não tivesse candidato, seria difícil para mim não apoiar o governador do meu estado”, afirmou. Agora, com Caiado no PSD, o apoio “fica ainda mais natural”, concluiu.