Vereador fala em “interesses pessoais” e promete ação judicial contra criação da CEI da LimpaGyn
Novandir diz que a CEI da LimpaGyn repete erros do passado

O vereador Sargento Novandir (MDB) anunciou que vai ingressar na Justiça para questionar a criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da LimpaGyn, instaurada pela Câmara Municipal de Goiânia. Para o parlamentar, o colegiado corre o risco de repetir experiências anteriores, consumindo tempo e recursos públicos sem entregar resultados práticos à população.
Novandir afirmou reconhecer a seriedade de parte dos vereadores que integram a comissão, mas alertou para a possibilidade de interesses pessoais influenciarem os trabalhos. “Acredito que grande parte dos vereadores da CEI tem boas intenções, mas é importante garantir que a comissão não se torne um espaço para interesses pessoais. A população espera transparência e resultados concretos”, declarou.
O parlamentar defendeu que a fiscalização deve ser prioridade e que os vereadores já possuem autoridade para exercer essa função, sem a necessidade de uma nova CEI. “Nós vamos fiscalizar e somos autoridades competentes para isso. Eu mesmo já estive na LimpaGyn, acompanhei de perto a situação e tenho andado pelas ruas para verificar se há lixo. A população precisa ver ações concretas. Nosso compromisso é fiscalizar com seriedade e garantir que cada decisão e recurso público traga benefícios reais à cidade”, ressaltou.
Vereador já chamou CEI de “CEI da Barganha”
A CEI da LimpaGyn é fruto de um requerimento apresentado pelo vereador Cabo Senna (PRD) para investigar contratos da empresa responsável pela limpeza urbana. A coleta de assinaturas dividiu os parlamentares e acirrou os ânimos no plenário, especialmente porque todos os protagonistas do embate são, em tese, da base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil).
Na tribuna, Novandir chegou a chamar a comissão de “CEI da Barganha”, acusando colegas de usarem a investigação como moeda de troca política. O discurso provocou reação imediata. Senna defendeu a apuração e lembrou resultados de outras comissões, enquanto o presidente da sessão, Anselmo Pereira (MDB), precisou intervir para evitar que o bate-boca se transformasse em quebra de decoro.
Paralelamente, o prefeito Sandro Mabel (UB) tem manifestado resistência à abertura do colegiado. Em declarações recentes, afirmou que considera a investigação “improdutiva” e chegou a dizer que “entregou para Jesus” a discussão. O assunto chegou até à promover forte desgaste entre o chefe do executivo e seu líder na Câmara, Igor Franco (MDB). O Paço Municipal também tem se movimentado para conter o avanço da comissão, visto como um risco político às vésperas de votações consideradas estratégicas para a gestão.