Cooperativa desbloqueia distribuidoras de combustíveis e planeja novas ações

Coompago está recorrendo contra liminares que impedem os bloqueios e busca apoio de vereadores, deputados e senadores

A Cooperativa de Motoristas Particulares de Goiás (Coompago) desbloqueou na madrugada desta quinta-feira (16) a última das distribuidoras de combustíveis da Grande Goiânia que ainda era alvo de manifestações. Depois de uma série de ordens judiciais obrigarem a liberação dos estabelecimentos um a um, os manifestantes resolveram, por conta própria, deixar o último que ainda tinha o fluxo obstruído. “Era a distribuidora que abastece exclusivamente a rede Ale, então resolvemos sair porque não era justo prejudicar só uma rede enquanto as outras estavam funcionando”, explica o presidente da Coompago, Fabrício Nélio Feitoza.

De acordo com o presidente, a cooperativa analisa quais medidas poderão ser tomadas de agora em diante, já que os bloqueios estão suspensos — ao menos por enquanto. “Estamos com algumas ideias no papel e também já começamos algumas ações para barrar as liminares [que impediram os bloqueios]”, conta Fabrício.

Nesta quinta, os cooperados devem se reunir no início da tarde para discutir novas estratégias. Enquanto isso, o grupo também busca apoio de vereadores, deputados e senadores para tentarem pressionar o governo estadual a abrir diálogo sobre o valor da alíquota do ICMS sobre os combustíveis em Goiás.

Os bloqueios promovidos pela Coompago tiveram início na segunda-feira (13) e atingiram as sete distribuidoras localizadas em Goiânia e em Senador Canedo. Mais de 60 postos em mais de 10 municípios chegaram a ficar sem álcool, gasolina ou diesel.

Além de protestarem pela redução do ICMS sobre o combustível em Goiás, a Coompago denuncia uma suposta cartelização dos postos.

O Mais Goiás tentou contato com o Sindiposto nesta quinta-feira (16), mas as ligações não foram atendidas.