Covid-19: Aparecida identifica duas novas sublinhagens da ômicron

Ao todo, foram descobertos três casos das sublinhagens BA.4 e BA.5

Estudo aponta que pacientes leves de Covid podem ter sequelas cognitivas
Estudo aponta que pacientes leves de Covid podem ter sequelas cognitivas (Foto: Claudivino Antunes - Secom)

Duas novas sublinhagens da variante ômicron foram identificadas em circulação em Aparecida de Goiânia. Trata-se da BA.4 e BA.5, identificadas nesta semana pelo Programa de Vigilância Genômica da cidade. Os registros são os primeiros em toda a região Centro-Oeste.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados três casos das sublinhagens.

As infecções pela BA.4 ocorreram em um casal, que está em isolamento domiciliar. A mulher, de 38 anos, testou positivo para a Covid-19 em 16 de maio, depois de apresentar tosse seca, dor de cabeça e muscular. Já o homem, de 39 anos, foi diagnosticado no dia 17 de maio, após sentir os mesmos sintomas que a esposa. Ambos foram vacinados com três doses e não precisaram de internação. Até o momento, não houve transmissão intradomiciliar para nenhuma outra pessoa que reside na casa.

A infecção pela BA.5 ocorreu em um homem, de 20 anos, que também está em isolamento domiciliar: Ele testou positivo no dia 16 de maio, apresentando sintomas como dispneia, mialgia, dor de garganta e sintomas gripais. O paciente, que está vacinado com duas doses, segue estável e sem queixas.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Daniela Ribeiro, ainda não foi possível identificar a origem da contaminação nesses três casos. No entanto, ela destaca que é possível afirmar que existe transmissão comunitária dessas sublinhagens em Aparecida.

Sem motivo para alarme em Aparecida

Para o secretário de Saúde, Alessandro Magalhães, ainda não é possível afirmar que a BA.4 e BA.5 vão predominar na cidade.

“Neste ano, a variante ômicron foi a que predominou em Aparecida. 100% das amostras sequenciadas pelo nosso programa em 2022 são referentes a ela. Agora, observamos o surgimento dessas sublinhagens, que já foram relacionadas ao aumento de casos de covid-19 em outros locais. Contudo, ainda não se pode falar em crescimento de hospitalizações e óbitos. De qualquer forma, seguimos monitorando. Por enquanto, uma orientação permanece: testagem e vacinação”, disse.

A diretora de Avaliação de Políticas de Saúde da SMS, Érika Lopes, responsável pelo Programa de Sequenciamento Genômico, explica que não há motivo para alarme.

“Sempre gosto de destacar que enquanto o Sars-CoV-2 estiver circulando, infectando e reinfectando pessoas, ele sofre mutações. Esse é um processo natural da replicação do vírus. Algumas dessas mutações podem garantir um maior poder de adaptação, gerando novas linhagens mais infectantes, letais ou com escape imunológico. Para analisar as consequências é necessário monitorar”, disse.

Registros de BA.4 e BA.5 no mundo

Ainda de acordo com o Programa de Vigilância Genômica, até a manhã de terça (24), em todo o mundo foram identificados 2.371 casos de BA.4, sendo oito na América do Sul e três no Brasil. Desses, dois são de Aparecida.

A respeito da BA.5, a plataforma Gisaid já registrou 2 mil casos no mundo, sendo sete na América do Sul, todos eles identificados no Brasil. Um caso é de Aparecida. Essas sublinhagens ainda estão sendo estudadas.