Cresce demanda por testes da Covid na rede privada, em Goiânia

Segundo Sindilabs, somente em um laboratório filiado foram feitos 2.697 exames em junho; primeira semana de julho teve 831 atendimentos

Cresce a demanda de testes da Covid na rede privada, em Goiânia
Cresce a demanda de testes da Covid na rede privada, em Goiânia

Segundo o Sindicato dos Laboratórios de Análises e Banco de Sangue do Estado de Goiás (Sindilabs-GO), a rede privada tem registrado aumento na demanda de testes da Covid-19. O crescimento foi de cerca de 80% nos laboratórios de Goiânia.

Vale destacar que, no Laboratório Central de Goiás (Lacen-GO), a testagem para o novo coronavírus caiu de 250 testes por dia para 70. O motivo foi um equipamento danificado, em 2 de julho. A redução motivou a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) a abrir credenciamento para parceria com todos os laboratórios privados do Estado. Segundo o Sindilabs-GO, contudo, ainda não houve contato da SES sobre essa parceria ou o credenciamento.

O Sindilabs destaca, também, que, em apenas um laboratório filiado, foram feitos 2.697 exames durante todo o mês de junho – época em que o equipamento do Lacen ainda funcionava. Somente na primeira semana de julho, conforme a assessoria, já foram 831 atendimentos, número superior ao de testes realizados em maio, o que indica um aumento, também, em relação ao mês passado.

Demanda

Desta forma, o sindicato também foi questionado se a rede privada suportaria o crescimento da demanda – que já ocorre, mesmo no caso de conserto do equipamento do Lacen. “A rede está preparada para atender o aumento da demanda e o Sindilabs-GO vem orientando os laboratórios para que sigam corretamente os protocolos de segurança no atendimento”, foi dito.

Além disso, o sindicato revelou que, atualmente, na capital, 15 laboratórios fazem a coleta de material para o teste RT-PCR e quatro fazem o exame. Já os testes de sorologia são realizados em 30 laboratórios.

Sugestão

A presidente da Federação dos Hospitais, Laboratórios, Clínicas de Imagem e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Fehoesg) e do Sindilabs-GO, Christiane Maria do Valle Santos, sugere que os laboratórios façam os atendimentos agendados (telefone, WhatsApp ou e-mail). O intuito é evitar a espera em unidades e contatos com outras pessoas.

Ela orienta, ainda, a utilização de postos de atendimento drive-thru para ampliação de oferta de demandas, bem como maior segurança às pessoas (podem fazer o teste sem sair do carro). Segundo ela, desde o fim de maio, inclusive, o sindicato e a federação oferecem aos laboratórios goianos a assessoria técnica necessária para a instalação destes em locais de grande circulação.

Equipamento do Lacen

O equipamento danificado no Lacen é necessário para extração automatizada e separação de RNA do vírus – sem ele, a separação tem sido feita manualmente, o que atrasa o trabalho. Ele está sem funcionamento desde 2 de julho e, com isso, testes do tipo RT-PCR são processados em São Paulo.

O problema atingiu, ainda, o tempo de espera pelos resultados. Com a máquina, os exames ficavam prontos em até 72h. Depois do problema técnico, os testes precisaram ser enviados ao Instituto Butantã, em São Paulo, e demoravam até dez dias para ficarem prontos e retornarem à Goiás. O primeiro envio foi feito na última sexta-feira (3). Ao todo, 1.080 exames já foram encaminhados para o estado paulista.

A SES-GO informou que trabalha no conserto da máquina. Foi feita, ainda, parceria com o Instituto Butantã, Fiocruz e com o Programa Todos Pela Saúde para a doação, distribuição e execução de exames em mais de 60 cidades goianas.