Criminosos fizeram cordão humano de reféns em Guarapuava; vídeo

Cidade do Paraná foi atacada por ação do ‘novo cangaço’ em tentativa de assalto

Cidade do Paraná foi atacada por ação do novo cangaço. Criminosos fizeram cordão humano de reféns em Guarapuava; vídeo
(Foto: Reprodução Twitter)

Vídeos nas redes sociais mostram a noite de terror que os moradores de Guarapuava tiveram na madrugada desta segunda-feira (18). Criminosos invadiram a cidade do Paraná em uma tentativa de assalto a uma empresa de valores. Na ação, os homens fizeram reféns e os obrigaram a formar um cordão humano para impedir a aproximação de policiais militares.

A quadrilha, com cerca de 30 criminosos, ainda incendiou veículos, atacou batalhões da PM e trocou tiros com agentes. Três pessoas, entre elas dois policiais militares, ficaram feridas. Um morador de Guarapuava foi atingido por um tiro no braço. Ele foi atendido em uma unidade de saúde municipal.

Assista aos vídeos da ação em Guarapuava:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Policia Brasileira (@area.policial.oficial)

Ações desse tipo acontecem com frequência desde 2018, são realizadas por quadrilhas especializadas e fazem parte do chamado novo cangaço. São invasões de cidades de pequeno e médio porte por criminosos fortemente armados, em grupos de 15 a 30 homens, que chegam durante a noite ou madrugada em comboios de veículos potentes.

Guarapuava foi um dos assuntos mais comentados do Twitter durante a madrugada desta segunda-feira. A atriz Larissa Manoela, nascida na cidade, publicou que estava com o “coração apertado” e pediu que a população se protegesse.

O episódio se assemelha a invasões registradas recentemente em municípios como Araçatuba (SP), Criciúma (SC) e Cametá (PA), também invadidas e sitiadas por criminosos com grande poderio bélico. Esse tipo de ação em que quadrilhas especializadas miram municípios de pequeno e médio porte do interior e geralmente atacam agências bancárias e batalhões da polícia ficou conhecido como “novo cangaço”.

*Com informações da Folha de São Paulo