Bolsonaristas planejam carreira política de jogador de vôlei ‘cancelado’ por homofobia

Amigo do jogador, deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) tenta convencê-lo a disputar a Câmara em 2022

Depois de perder emprego, bolsonaristas querem Maurício do vôlei candidato
Depois de perder emprego, bolsonaristas querem Maurício do vôlei candidato (Foto: Orlando Bento - Minas)

O jogador de vôlei Maurício Souza, que perdeu seu emprego no Minas Tênis Clube após comentário homofóbico nas redes sociais, pode encontrar seu lugar na política junto a grupos bolsonaristas. Amigo do atleta, o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) tenta convencê-lo a disputar a Câmara em 2022. As informações são do Extra.

Destaca-se, o próprio presidente Bolsonaro (sem partido) já o colocou para conversar com apoiadores no Alvorada, na última segunda (22). Além disso, ele esteve em um congresso conservador em Belo Horizonte (MG) no domingo (21) e participou de entrevistas com os ex-ministros Ricardo Salles e Abraham Weintraub.

Jordy, que também esteve no congresso de domingo com o jogador, afirmou que “é importante ele pensar em ingressar na política, porque precisamos de pessoas com coragem de falar o que pensam. O que o Maurício pensa representa o que a maioria dos brasileiros pensam”.

Além de Jordy, Maurício também conta com o apoio do deputado estadual de Minas Gerais, Léo Portela (PL). Segundo ele, já está com a “ficha de filiação ao PL pronta”.

Caso que gerou a demissão de Maurício

Vale lembrar, Maurício teve o contrato encerrado com o clube após uma publicação sobre a orientação sexual do atual Superman, Joe Kent, filho do herói original Clark Kent e bissexual. Ele e Douglas, companheiro de Maurício na seleção, discutiram nas redes sociais.

Antes da demissão, Maurício chegou a ser afastado. Mas posteriormente, após cobranças de patrocinadores, o clube demitiu o atleta. Elói Lacerda de Oliveira Neto, diretor do time, disse que demitiu o jogador para proteger o clube e o próprio Maurício – e não por homofobia.