Desarticulada organização que vendia remédios para emagrecer sem autorização

“Foram 16 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão temporária e a prisão em flagrante de nove pessoas”, segundo delegado

O TJ-GO decidiu manter as prisões de investigados por fabricação e venda de remédios clandestinos para emagrecer. (Foto: Polícia Civil)
O TJ-GO decidiu manter as prisões de investigados por fabricação e venda de remédios clandestinos para emagrecer. (Foto: Polícia Civil)

A Operação Dieta Sadia, da Polícia Civil (PC), foi deflagrada nesta quarta-feira (4) e desarticulou uma associação criminosa que fabricava, distribuía e revendia remédios para emagrecer sem autorização dos órgãos competentes. O grupo atuava em São Simão, Cachoeira Alta e Paranaiguara. A ação teve colaboração do Ministério Público dessas cidades. Segundo o delegado responsável, Raphael Gonçalves do Carmo, as investigações tiveram início em fevereiro deste ano.

Na manhã desta quarta-feira, a Polícia cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Cachoeira Alta, Paranaiguara e também de Uberlândia (MG). “Foram 16 mandados de busca e apreensão, sendo um em Cachoeira Alta, um Uberlândia e 14 em Paranaiguara; três mandados de prisão temporária e a prisão em flagrante de nove pessoas”, explica Raphael, que atua pela cidade de São Simão.

O delegado destaca que os integrantes da organização mantinham um padrão de vida elevado. Além das prisões, houve a apreensão de veículos de luxo, dinheiro, máquinas de contar dinheiro e várias caixas de remédios irregulares. De acordo com Raphael, os investigados podem responder por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.

Apena é prevista no artigo 273, parágrafo 1º-B do Código Penal. “Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1º em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: em registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente; em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior; sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização; com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade; de procedência ignorada; adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.”

O delegado ainda explica que os suspeitos podem pegar de dez a 15 anos de prisão, se condenados. “E há, ainda, a investigação em curso para apurar os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.”