DGAP desativa presídio de Buriti Alegre

Detentos que cumpriam pena na unidade foram transferidos para outras cadeias na mesma região

DGAP desativa presídio de Buriti Alegre (Foto: Reprodução)
DGAP desativa presídio de Buriti Alegre (Foto: Reprodução)

Debaixo de sigilo, e sob um forte esquema de segurança, 40 detentos que cumpriam pena, ou aguardavam condenação na Unidade Prisional Regional (UPR) de Buriti Alegre, na região sul do estado, foram transferidos na manhã desta quarta-feira (12) para outras penitenciárias do estado. A movimentação policial chamou a atenção de moradores da cidade, que registraram imagens da transferência.

Foi bem no início da manhã que várias vans, e até um ônibus, escoltados por militares do Batalhão de Choque, e por policiais penais, encostaram na porta da UP de Buriti Alegre. Em poucos minutos, todos os detentos foram colocados no ônibus, e seguiram sob forte escolta. Parte deles foram transferidos para o Presídio de Itumbiara, e outros para a cadeia de Morrinhos.

Transferência busca melhores condições para presos e servidores

De acordo com a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a desativação da UPR de Buriti Alegre faz parte de uma política de regionalização das cadeias de Goiás que tem, como propósito, melhorar as condições, tanto para os custodiados, quanto para os servidores do sistema penal. Veja abaixo a nota completa da DGAP.

“A propósito de informações solicitadas pelo Mais Goiás sobre a transferência de presos da Unidade Prisional Regional (UPR) de Buriti Alegre, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informa o que segue:
– O Estado vem adotando uma política de regionalização das unidades prisionais com o objetivo de melhorar as condições de trabalho para os servidores e de cumprimento da pena para os presos, por meio da otimização dos recursos disponíveis, ampliação das ações de reintegração social e mais segurança para comunidade.
– A DGAP informa ainda que essa política segue o Decreto Nº 9.842 de 30 de março de 2021, que define os municípios sede das unidades regionais dos órgãos integrantes da Segurança Pública, fixando circunscrições específicas.
– Para a desativação de unidades, a Administração Penitenciária adota critérios rigorosos em que são analisadas a estrutura e a relação de capacidade e vagas”.