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Lanterna Mágica divulga filmes selecionados para as mostras competitivas em Goiânia

Evento será realizado entre os dias 23 e 29 de março

O Lanterna Mágica – Festival Internacional de Animação divulgou a lista de filmes selecionados para as mostras competitivas de sua 8ª edição. O evento será realizado entre os dias 23 e 29 de março, em Goiânia.

Nesta edição, o festival recebeu mais de mil inscrições de produções nacionais e internacionais. Após o processo de curadoria, foram escolhidos 16 curtas brasileiros para a Mostra Competitiva Nacional, seis longas-metragens ibero-americanos e 17 obras para a Mostra Competitiva Internacional.

O festival prevê a entrega de nove prêmios em cada mostra competitiva, sendo sete definidos pelo júri oficial, um pelo voto do público e um concedido pela imprensa. Além do Troféu Lanterna Mágica, os filmes vencedores receberão premiações em dinheiro, que somam mais de 2.300 euros.

Os valores destinados às premiações do júri oficial incluem €300 para Melhor Curta Estudantil, €500 para Melhor Curta Brasileiro, €500 para Melhor Curta Internacional e €1.000 para Melhor Longa Ibero-Americano.

Mostra Nacional Competitiva

A Tragédia da Lobo-Guará – Dir. Kimberly Palermo (RJ)

Após perder tudo o que tinha, uma sentimental Lobo-guará vaga pelo Brasil em busca de um novo lar.

Areia – Dir. Gustavo Ribeiro, Ive Machado (PR)

Em uma jornada por um deserto distante, percorremos nossos desejos e medos mais íntimos a procura de uma resposta. Porém, a vida sempre nos reserva uma surpresa. Você se solta quando a chance aparece?

Como Nasce um Rio – Dir. Luma Flôres (BA)

Mulher acorda em uma paisagem montanhosa, cercada apenas por vegetações e um rio. Movida pela curiosidade e desejo de conhecer o lugar, ela embarca em uma jornada de descobertas e mergulhos. Ao descobrir onde está, descobre também a si mesma.

Kabuki – Dir. Tiago Minamisawa (SP)

Inspirado em muitas histórias reais de genocídio das pessoas transgênero, o filme acompanha a busca de Kabuki por autoaceitação em um mundo violento.

Laguna Plena – Dir. Carlon Hardt, Rimon (PR)

Em um cenário de plenitude natural, uma figura mística, encarnação do feminino originário, encontra um cavalo selvagem com o qual segue em uma jornada ancestral de união com a natureza. Uma ode à pureza, à harmonia com o silvestre, à busca pela liberdade desimpedida, celebrando o amor em sua forma mais natural e crua.

Mãe da Manhã – Dir. Clara Trevisan (RS)

No vazio da noite, uma criatura faminta procura comida e perpetua um ciclo diário.

Medo de Cachorro – Dir. Italo Tapajós (RN)

O que são memórias? São recordações do passado ou uma idéia fragmentada de quem somos? Um jovem reflete sobre sua infância, ponderando não só seu medo de cachorros, mas a natureza do medo em si.

Medo Monstro – Dir. Andrew Gledson, Eduardo Padrão (PE)

“MEDO MONSTRO” é um curta-metragem poético e impactante que explora o mundo imaginativo de uma menina, onde um monstro ameaça dominar tudo. Com uma narrativa mágica e visualmente deslumbrante, o filme reflete sobre empatia, resistência e consciência social, mostrando como enfrentamos os medos reais e imaginários que assombram nossa sociedade. Uma fábula universal sobre desafios coletivos e esperança.

Morto Não – Dir. Alex Reis (SP)

O nascimento do primeiro filho de um jovem casal negro traz consigo felicidade, mas também agonia. O pai do recém nascido vive e expressa seus dilemas sobre a chegada, o convívio e a partida do querido primogênito.

Safo – Dir. Rosana Urbes (SP)

Safo é curta-metragem de animação, inspirado na história e obra da poeta da Ilha de Lesbos, que viveu em por volta de 600 aC. Os poemas de Safo foram desaparecendo através da história. Restaram cerca de 200 fragmentos, encontrados recentemente nas areias do deserto do Egito. O elo claro com a natureza, presente na poesia de Safo, inspira a estética e a estrutura narrativa do filme, que traduz, em imagens, alguns de seus poemas.

Tsuru – Dir. Pedro Anias (BA)

TSURU conta a história de um pedaço de papel adormecido que, após ser despertado pelo bater de asas de um Tsuru(origami de ave Japonesa), inicia uma desafiadora jornada em busca de transformação.

TV Entreaberta – Dir. Mateus Compart (MG)

O filme segue a história de uma mulher que é abduzida para dentro de sua própria televisão. Nesse novo plano de existência, ela é atormentada por uma espécie de apresentador americano que parece controlar tanto a realidade quanto sua nova “convidada”, passando por vários gêneros televisivos, como talk shows.

Um corpo sem cavalo? – Dir. Lara Fuke (RS)

Na tentativa de identificar-se, um corpo sem cavalo se movimenta com suas ausências e faltas.

Umassuma – Lascas de Memória – Dir. Andrei Miralha, Guaracy Britto Junior (PA)

Um homem cultiva uma relação única com as árvores, desde criança. Ele as desenha, dá nome a elas e as tem como amigas. Uma é especial: a samaumeira “Umassuma”. Quando ela se vai, ele é tomado pelo luto e, com este, emergem memórias poéticas que revelam a profunda conexão entre sua vida e a enorme árvore centenária. Uma homenagem delicada e sensível à conexão entre humanos e natureza, onde lembranças, afetos e raízes se entrelaçam. Uma narrativa sobre perdas, permanências e a beleza silenciosa que floresce entre árvores e pessoas, desde a infância dos tempos.

UPS! – Dir. Galvão Bertazzi, Luís Canau (SC)

Um menino vive rodeado por uma opressiva cacofonia de sons, no seio de uma família disfuncional. Um dia na praia pode ser a oportunidade há muito esperada para uma pausa daquela existência infernal.

Dente Siso – Dir. Luísa Bacelar (MG)

Uma jovem tenta seguir com o seu dia, mas algo a impede. Ela não consegue nem sair do banheiro. Imagem do filme Dente Do Siso.

Mostra Competitiva Longas Metragens Ibero-americanos

Decorado – Dir. Alberto Vazquez (Espanha)

A história segue Arnold, um rato antropomórfico de meia-idade que enfrenta uma crise existencial, profissional, emocional e conjugal. Ele vive em constante suspeita de que o mundo ao seu redor é artificial, uma farsa, como um cenário de filme ou peça de teatro, ao contrário de sua esposa, María.

Glória e Liberdade Dir. Letícia Simões (Brasil)

2050. O Brasil não existe há muito tempo. Os países que um dia formaram suas regiões Norte e Nordeste celebram os 200 anos das Revoltas Regenciais — levantes populares que, após a partida de D. Pedro I, dissolveram a unidade nacional e deram origem ao continente Pau-Brasil. Azul, uma jovem documentarista da República da Bahia, percorre as quatro nações independentes para investigar suas origens, identidades e os motivos que tornaram impossível manter o Brasil unido. Em sua jornada, encontra líderes, pajés, hackers, historiadoras — e, enfim, sua própria família. Ao final, terá de confrontar tudo o que aprendeu sobre revolução e liberdade diante de uma nova insurreição que ameaça estourar dentro da sua própria casa.

    Nimuendajú – Dir. Tania Anaya (Brasil)

    O filme conta a história de Curt Unckel, cientista social que viveu com povos indígenas por 40 anos. Batizado em 1906 pelos Guarani como Nimuendajú, ele dedicou sua vida ao estudo e compreensão de diferentes culturas, testemunhando a perseguição e expulsão dos indígenas de suas terras.

    Olívia e as Nuvens – Dir. Tomás Pichardo Espaillat (República Dominicana)

    Quem nunca foi assombrada por um amor do passado?

    No longa, acompanhamos os mistérios amorosos de Olivia, Ramón, Bárbara e Mauricio, que convivem sem realmente se compreender. Com elementos surreais, Olívia & as Nuvens mergulham na força persistente da memória do amor

    Papaya Dir. Priscilla Kellen (Brasil)

    Apaixonada pela ideia de voar, uma pequena semente de mamão precisa continuar se movendo para evitar enraizar-se. Perseverante, ela descobre o poder de suas raízes, que conectam a vida por caminhos profundos e misteriosos, e desencadeia uma grande revolução, transformando seu ambiente e realizando seu sonho da forma mais inusitada.

    Revoada Dir. Ducca Rios (Brasil)

    “Revoada – Versão Steampunk” acontece numa região semi-desértica do Nordeste Brasileiro a partir da invasão pelas tropas do governo, a famigerada “Volante”, ao acampamento dos destemidos cangaceiros liderados pelo temido Capitão, ocasião em que os soldados comandados pelo vilão Espingarda matam o grande líder e sua companheira Maria. Na margem do rio oposta ao acampamento está o subgrupo liderado pelo respeitado cangaceiro Lua Nova que acompanha de longe o massacre e desde então jura vingar-se, enquanto também torna-se alvo da violenta Volante.

    Mostra de Cinema Internacional

    Psychonauts – Dir. Niko Radas (Croatia)

    Ao deixarem seus hospedeiros humanos, os transtornos mentais assumem formas antropomórficas e encontram novos refúgios.

    Ovary-Acting – Dir. Ida Melum (United Kingdom)

    Uma mulher de trinta e poucos anos, sobrecarregada, é forçada a decidir se quer ser mãe depois de, inesperadamente, dar à luz seus próprios órgãos reprodutivos no chá de bebê de sua irmã.

    Experiences and learning. And parenting. – Dir. Malgorzata Rybak (Poland)

    Uma criança cheia de energia chamada “O” é muito curiosa e está sempre ocupada descobrindo o mundo ao seu redor. Apesar de todos os obstáculos, O consegue reunir experiências próprias e adquirir novas habilidades. Será que elas serão úteis?

    Pillowzzz – Dir. Moshe (Animoshe) Benavram Akal (Israel)

    O filme apresenta a história de Terry, um troll desajeitado e violento, assombrado por seu passado e em busca de redenção para sua alma.

    Sulaimani – Dir. Vinnie Ann Bose (France)

    Numa noite, Alia e Neena, duas jovens indianas, vão jantar separadamente ao Sulaimani, um restaurante indiano em Paris. A refeição desperta nelas emoções por vezes adormecidas e “libera” memórias que, pouco a pouco, revelam os motivos que as levaram a deixar seu país. Alia já não suportava a cultura tradicional da Índia e vivia em conflito com sua família. Neena decidiu partir para sustentar o marido e os filhos que ficaram na Índia. Embora suas razões sejam diferentes, ambas são tomadas pela mesma nostalgia durante esse jantar, que as aproxima um pouco de casa.

    Ziki – Dir. Roberta Palmieri, Olga Sargenti (Italy)

    Ziki é um menino congolês que vive em uma aldeia com sua mãe. Um dia, enquanto os dois brincam, Ziki descobre um túnel misterioso que serpenteia sob o chão da cozinha. Curioso, ele decide explorá‑lo, mas, ao caminhar, escorrega e cai até o fundo. Ao atravessar o túnel, ele descobre um mundo marcado pela exploração e pela guerra em sua terra natal.

    The Night Boots – Dir. Pierre-Luc Granjon (France)

    Enquanto seus pais recebem amigos, uma criança sai de casa no meio da noite e entra no matagal, usando botas de borracha. Lá, uma criatura estranha — curiosa e solitária — o conduz ao coração da floresta para conhecer os seres noturnos que ali vivem e, para não voltar a ficar sozinha, tenta adiar a partida da criança pelo maior tempo possível.

    I AM FINE – Dir. Osi Wald (Israel)

    Este filme de quatro minutos é uma coleção de entradas de diário animadas criadas entre 2022 e 2025 — um período marcado por protestos contra o governo e pelos horrores de uma guerra em curso.

    Por meio de esboços repetidos de situações domésticas em família e imagens abstratas de sonhos, crio bolhas frágeis de sanidade em um mundo que enlouqueceu.

    Reunidos, esses fragmentos oferecem um vislumbre profundamente pessoal do que existe por trás da resposta simples: “Estou bem”.

    Uncovered – Dir. Max Vannienschoot (Canada)

    Alyss corre desnuda, exposta ao ambiente e afetada pelos elementos ao seu redor. Sua jornada exaustiva torna‑se um pretexto para refletir sobre uma busca por autenticidade pessoal.

    Balconada – Dir. Iva Tokmakchieva (Bulgary)

    Em um dia quente de verão, vários vizinhos saem para suas varandas. Quando uma chuva bem‑vinda os desperta do torpor, um deles encontra uma maneira de reconectá‑los uns aos outros — e ao momento presente.

    Unlearning Motherhood – Dir. Juliana Erazo Gómez (Colombia/Netherlands)

    Unlearning Motherhood é um documentário animado que apresenta histórias dolorosas e fortalecedoras de mulheres com experiências de maternidade não convencionais, acompanhando a jornada de uma personagem fictícia que busca respostas sobre a gravidez.

    The Quinta’s Ghost – Dir. James A. Castillo (Spain)

    Em 1819, um exausto Francisco de Goya retira‑se para “La Quinta del Sordo” para passar seus últimos dias longe da vida pública e dedicado ao trabalho. Infelizmente, na profunda solidão daquela modesta casa de campo, o pintor adoece gravemente. Mais perto da morte do que nunca, Goya é visitado pelos fantasmas de seu passado. Atormentado por essas aparições e com a saúde em rápida deterioração, ele pinta as Pinturas Negras nas paredes de sua casa como último recurso para expulsar os fantasmas de sua vida — perdendo quase tudo no processo, incluindo a sanidade e quase a própria vida.

    A Paper Coffee Cup Story – Dir. Igor Gusev (Russian Federation)

    Esta é uma história sobre pessoas criativas e sensíveis. Seus sentimentos são feridos — por amores não correspondidos, incompreensão e solidão — e todas elas acabam em um lugar metafórico (uma enfermaria), onde se encontram, conversam e se recuperam. O garoto reencontra a menina por quem um dia se apaixonou, o poeta finalmente é compreendido e admirado, e a garota já não está mais sozinha. Há também um quarto personagem: uma silhueta fumante, sem sentimentos, capaz apenas de sentir dor física; parece viver em um mundo completamente diferente, sem qualquer espiritualidade.

    Laughing and Crying – Dir. Che Tagyamon (Philippines)

    Laughing and Crying (Tumatawa, Umiiyak) é um curta‑metragem animado sobre a lembrança de um homem a respeito de uma tarde passada com seu avô. Juntos, eles percorrem o antigo bairro onde moravam e seguem até a cidade, encarregados de colher flores para a escola. No caminho, brincam para passar o tempo e suportar o calor da tarde.

    My home is your home – Dir. Joan Mayorga (Colombia)

    Um novo habitante ameaça o lar de Magdaleno e de seu filho Sinú. Sua chegada traz mudanças que podem destruir para sempre o modo de vida deles. Conseguirão encontrar uma forma de coexistir nas profundezas do rio Magdalena?

    Once in a body – Dir. Luce Grosjean (Colombia)

    A trama segue a história de uma mulher que está lidando com um ser estranho que vive dentro dela. Ao mesmo tempo, ela busca se reconciliar com sua irmã após um incidente traumático ocorrido na adolescência de ambas.

    Através da exploração das experiências compartilhadas por meio de seus corpos e de um monólogo lírico, a protagonista tenta confrontar a natureza do que a habita, numa reflexão sobre a autoaceitação e o perdão. O filme usa um estilo de animação visceral e evocativo (pintura a óleo no papel) para abordar o sofrimento emocional e a dismorfia corporal que a culpa de infância manifestou ao longo de sua vida.

    Amarelo Banana – Dir. Alexandre Sousa (Portugal)

    Após mais uma noite de insônia, um homem se depara com uma estranha comunidade que vive em seu prédio e descobre a elaborada ilusão que eles criaram.