De R$ 20 a R$ 2 mil: Vinillândia oferece discos raros e clássicos para colecionadores em Goiânia
Evento tem obras para quem está começando a coleção, mas também para aqueles que buscam raridades

A primeira edição de 2026 da Vinillândia vai ter vinil para todos os gostos e de todos os preços. Conforme a organização do evento que acontece com entrada franca neste sábado (11), a partir das 14h, o acervo das lojas participantes começa em R$ 20 e chega a R$ 2 mil. As obras são para quem está começando a coleção e também para aqueles que buscam raridades.
Inclusive, a obra mais cara do acervo organizadora e participante do evento, a Monstro Discos, é um LP “pirata” do Queen (não lançado oficialmente pela banda) com a partitura de “Tie Your Mother Down” por R$ 2 mil. Outro destaque é o disco “Anhangueras Instrumental”, do músico goiano D’Artagnan, e o álbum homônimo do Sexteto do Beco, ambos por R$ 1,8 mil.

Por R$ 1,4 mil está o encontro histórico entre Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, conhecido como “Clube da Esquina Amarelo”. Proprietário da loja, o jornalista Leo Razuk afirma que existe uma combinação entre raridade da prensagem, estado de conservação da capa e do disco, e a relevância histórica do título para definição do preço do vinil.

Itens de tiragem reduzida, edições nacionais antigas e álbuns ligados a movimentos como o Clube da Esquina costumam ser mais caros. Mas também tem itens mais baratos. Títulos de rock nacional, MPB, samba e música internacional dos anos 1970 e 1980 são vendidos a partir de R$ 20.
Também participam da edição as lojas Lado A Discos, Bacural Discos, Bambas Discos, Discos e Afins, Raw Records e Oliveira’s Livraria, junto a expositores independentes. Além da comercialização de discos, a programação inclui discotecagem exclusivamente em vinil, com os DJs O. Pacheco, Glauco Brandão, Rodzilla, Yasmin Lauck e Bacural. O espaço contará ainda com bares, praça de alimentação com food trucks e barracas de produtos voltados à cultura pop e itens místicos.

Vinillândia
Razuk revelou ao Mais Goiás que a Vinillândia começou no fim de 2022. De lá para cá, foram várias edições, chegando a ter três por ano. Ele conta que a Monstra sempre trabalhou com vinil, desde seu surgimento, em 1998. Após a pandemia da Covid-19, entretanto, além de lançar discos do selo próprio e de outros, passou a funcionar como loja e sebo (novos e usados).
“E nós vimos que esse movimento tem crescido, que é uma tendência mundial”, justifica a necessidade do evento. “A ideia é unir todos os lojistas e oferecer uma variedade grande ao público, e também ser um momento de encontro para os fãs.”
Questionado se o disco do Queen seria o mais caro da feira, ele diz que isso dependerá do acervo de outras lojas. Revela, também, que a Monstro já teve uma obra de R$ 3 mil: Tim Maia Racional, Vol. 1. “Já conseguimos duas cópias dele.”
Quanto a Goiânia, ele garante que tem mercado e que este chega a todas as idades. “Velhos colecionadores, que sempre amaram o vinil, gente que gostava e voltou, e a nova geração que descobriu o vinil. Essa geração é muito visual e a música digital é muito intangível. E o vinil tem essa característica de pegar, virar o lado, enfim, tirar um momento para ouvir”, detalha e também lembra das capas, que funcionam como um destaque à parte.

Está na moda
Considerado ultrapassado há alguns anos, o vinil voltou a ganhar espaço na indústria musical. Em 2025, as vendas mundiais ultrapassaram US$ 1 bilhão pela primeira vez desde 1983, consolidando uma retomada consistente e ampliando o interesse de novos públicos.
Dados recentes da indústria apontam que, apenas em 2025, foram vendidos mais de 48 milhões de discos, superando com folga os CDs e registrando o 19º ano consecutivo de crescimento do formato. O avanço tem sido impulsionado principalmente pelo público jovem.
Levantamentos indicam que até 76% dos consumidores da Geração Z compram vinis regularmente, atraídos não apenas pela música, mas pela experiência física, pelo valor afetivo e pelo caráter colecionável dos discos.
Em meio ao domínio do streaming, o vinil passou a representar uma forma alternativa de consumo, associada à pausa, à conexão com o artista e à construção de identidade cultural. Mesmo entre aqueles que não possuem toca-discos, a compra do formato se mantém, impulsionada pelo apelo estético e simbólico do produto.

Programação musical:
- 14:00 – DJ O. Pacheco
- 15:30 – DJ Glauco Brandão
- 17:00 – DJ Rodzilla
- 18:30 – DJ Yasmim Lauck
- 20:00 – DJ Bacural
ANOTA AÍ
1ª Vinillândia 2026
Data: Sábado, 11/4, das 14 às 20 horas
Local: Centro Cultural Martim Cererê (Travessa Bezerra de Menezes, Setor Sul)
Entrada franca