Em Pirenópolis, moradores se dizem coagidos a contratar serviços de empresa de vigilância

Na denúncia moradores disseram que são abordados pelos vigilantes de forma intimadora, dizendo que a cidade estaria muito perigosa.

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Um grupo de moradores de Pirenópolis procurou a delegacia de polícia para denunciar que uma empresa de vigilância recém-chegada na cidade, estaria coagindo os moradores para que contratassem seus serviços. Na denúncia eles dizem que são abordados pelos vigilantes de forma intimadora dizendo que toda a vizinhança já estaria pagando as taxas e que a cidade estaria muito perigosa.

Segundo o delegado Tibério Martins, o dono da empresa é um jovem de 21 anos, mas quem administra é o pai de 41 anos, que compareceu espontaneamente à delegacia nessa quarta-feira (03), para prestar esclarecimentos.

“Falamos com o pai, o filho e um vigilante que trabalha para eles. Durante o depoimento eles negaram que fazem essa abordagem constrangedora e negaram também que enviam qualquer tipo de ameaça ou intimidação falando que a população corre risco porque a cidade está perigosa”, disse.

Pelo serviço é cobrado mensalmente R$ 40 e as propostas chegam aos moradores sem detalhamento de como funciona o serviço e com insistência em caso de negativas. Os moradores disseram que em alguns casos, foram coagidos pelos motociclistas que fazem a ronda.

Ainda segundo o delegado a empresa que foi aberta em junho de 2021, não está totalmente regularizada e tem pendências na documentação na prefeitura e na Polícia Federal que é responsável por certificar esses serviços.

“O dono da empresa reconheceu que ainda não está regularizando junto a Polícia Federal para prestar os serviços oferecidos, só que essa questão é um crime federal que será julgado pela justiça federal, já encaminhamos toda a denúncia para PF, que é o órgão que vai conduzir a questão da irregularidade”, contou.

A Polícia Civil vai continuar com as investigações dos constrangimentos que os moradores teriam sofrido pela empresa. “Estamos responsáveis por investigar a abordagem constrangedora e ameaçadora para exigir a contribuição financeira, se comprovado isso configura o crime de extorsão e a pena é de 10 anos de reclusão”, destaca o delegado.

O delegado Tibério, orienta aos moradores da cidade que foram coagidos compareçam na delegacia para registrar um boletim de ocorrência formal para ajudar na investigação.