Empresa de móveis que deixou clientes na mão alega problemas com pessoal e maquinário

Empresa afirma "ataques não ficarão impunes"

Loja suspeita de vender móveis, mas não entregá-los, diz que teve perda de profissionais e maquinário (Foto: Pixabay)
Loja suspeita de vender móveis, mas não entregá-los, diz que teve perda de profissionais e maquinário (Foto: Pixabay)

Acusada de vender, mas não entregar móveis a clientes de Aparecida de Goiânia e de municípios próximos, a empresa Atelier Art Décor divulgou nota em que alega que os atrasos foram provocados por problemas com a equipe de funcionários, que foi parcialmente afastada, e pelo furto de “boa parte do maquinário”. A nota é assinada pelo advogado Jean Coelho Barbosa Rego.

De acordo com a nota, a empresa tem sofrido “ataques extremamente nocivos e antijurídicos à sua imagem, dentro e fora das suas redes sociais, sendo vítima de difamação, injúria e até mesmo calúnia, por um grupo de pessoas que se uniu para esse fim, antes de ter tempo de explicar o que de fato aconteceu”. Diz, ainda, que “tais ataques não ficarão impunes”.

Confira a nota na íntegra:

“A Assessoria Jurídica da empresa Atelier Art Décor, vem por meio desta, esclarecer à opinião pública, que vem sendo alvo de ataques extremamente nocivos e antijurídicos à sua imagem, dentro e fora das suas redes sociais, sendo vítima de difamação, injúria e até mesmo calúnia, por um grupo de pessoas que se uniu para esse fim, antes de ter tempo de explicar o que de fato aconteceu.

Informa também, que repudia qualquer atitude ofensiva a ordem jurídica e a boa-fé, que tais ataques não ficarão impunes, e que já vem tomando medidas tangentes em resposta ao excesso das condutas criminosas praticadas, além de estar em alerta a todo e qualquer fato novo que envolva seu nome e imagem com a utilização de veículos midiáticos ou não para esse intento.

Considerando o afastamento de parte da equipe de produção, a falta de entrega de alguns materiais por parte dos fornecedores, bem como o furto sofrido de boa parte de seu maquinário, ocorreu um atraso na entrega dos móveis que foram negociados antes dos ataques, o que não dá o direito a nenhum contratante a praticar crimes contra a imagem de uma empresa que sempre estimou pela satisfação dos seus clientes.

Dessa forma, visando o bom atendimento aos seus clientes e parceiros, a Assessoria Jurídica do Atelier Art Décor, informa que está à disposição para resolver possíveis conflitos de forma amigável, através do telefone: (62) 9 8295-7090, também whatsapp.”

Relembre o caso

Vale citar, pelo menos 25 pessoas disseram ao Mais Goiás que foram vítimas da empresa de fabricação de móveis de Aparecida de Goiânia. Esse é o número de integrantes do grupo do WhatsApp que denuncia a Atelier Art Décor de não entregar os produtos contratados após o pagamento.

Carlos Eduardo Batista, autônomo, topou conversar com o portal. Ele declarou que encomendou uma escrivaninha em 5 de abril. O produto tinha valor de R$ 575, mas, apesar do pedido pelo depósito integral, pagou somente a metade. A ideia era quitar o restante na entrega, que nunca aconteceu.

“Dessa forma realizei um Pix de 50% do valor e me informaram o prazo de 10 a 15 dias úteis para entregar. Paguei o valor, pois parecia uma empresa muito séria e o pagamento era para o CNPJ, o que deu muito mais credibilidade para fechar negócio com eles”, destaca.

De acordo com ele, perto de vencer o prazo houve alguns feriados, então entrou em contato para saber como funcionaria a entrega. “Pedi uma posição já que teria o feriado e na lógica a empresa não iria me entregar nestas datas. Já nesse momento não estavam respondendo mais e não davam nenhuma satisfação. Nesta hora que fui pesquisar melhor sobre a empresa e vi as reclamações no Google. Tinham várias sobre a empresa não entregar as mercadorias.”

Investigação

A Polícia Civil investiga a loja. Segundo o delegado Webert Leonardo Lopes da Silva Santos, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor do Estado de Goiás (Decon), a soma total de ocorrências registradas somam dez, duas somente na Decon.

“Os produtos vieram abaixo da qualidade ou não houve recebimento dos produtos”, explica o delegado sobre as alegações. Segundo ele, o procedimento já foi registrado. “Estamos aguardando o comparecimento de outras vítimas para dar continuidade às investigações, instaurando o respectivo inquérito policial.”

Sobre as possíveis infrações, Webert afirma que a empresa será investigada por crime contra o consumidor, formação danosa acerca da qualidade, prazo de entrega, “bem como, eventualmente, por estelionato”.